Países metem travão à Inteligência Artificial
O risco da IA escapar ao controlo humano é real. Gigantes das tecnológicas estudam formas de a manter presa.
O primeiro alerta para a necessidade de um maior controlo no desenvolvimento da inteligência artificial partiu de Dario Amodei, CEO da Antrophic, na sequência de um incidente na rival Open IA, quando alguns modelos avançados de IA escaparam de ambientes confinados. Outros gigantes das tecnológicas seguiram-lhe o exemplo, como Musk, Zuckerberg e Bezos . O perigo do ser humano perder o controlo sobre a IA levou, inclusive, o fundador da Microsoft, Bill Gates, a admitir que milhares de milhões de pessoas poderão morrer, caso não sejam reforçados os mecanismos de vigilância e segurança.
Donald Trump reuniu-se esta semana com cerca de 20 líderes das tecnológicas. O encontro terminou com um compromisso conjunto para que as empresas adotem medidas de controlo destinadas a aumentar a segurança dos seus sistemas. “Vão autorregular-se”, sintetizou o Presidente norte-americano, que recusa impor novas regras ao setor. “Nunca sufocarei o crescimento de uma tecnologia que será maior do que a Revolução Industrial”, garantiu o líder republicano.
A corrida à IA é, contudo, mais ampla, envolvendo países como a China, pelo que é fundamental que a vigilância apertada aos sistemas de IA não se limite apenas às empresas norte-americanas do setor. No encontro entre Trump e o presidente da China, a semana passada, ficou acordado que os dois países vão criar "canal de comunicação" para comunicar incidentes relacionados com a IA.
Resta saber se estes acordos e compromissos serão suficientes para manter a IA sob o controlo humano. Há quem não esteja 100% seguro.
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