TikTok promete "proteger a segurança nacional" depois de evitar a proibição nos EUA

Mecanismos contemplam "proteções integrais de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para os utilizadores nos Estados Unidos".

23 de janeiro de 2026 às 07:06
TikTok Foto: Direitos Reservados
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A rede social de vídeos curtos TikTok prometeu que a nova empresa conjunta que estabeleceu nos Estados Unidos para evitar a sua proibição nos Estados Unidos "operará sob salvaguardas definidas que protegerão a segurança nacional".

Os mecanismos contemplam "proteções integrais de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para os utilizadores nos Estados Unidos", indica a empresa num comunicado enviado à agência EFE por representantes da sua empresa matriz, a tecnológica chinesa ByteDance.

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A norte-americana Oracle, um dos principais investidores do novo consórcio, "garantirá" os dados dos utilizadores norte-americanos no seu ambiente na nuvem ("cloud"), onde também será alojado o algoritmo de recomendações, "treinado novamente, testado e atualizado" com base nas contas locais.

Além disso, perante as denúncias de que a China usava a plataforma para influenciar outros países, a TikTok promete que a nova entidade "protegerá o ecossistema de conteúdo nos Estados Unidos", com "poder de decisão" sobre políticas de segurança e moderação de conteúdo.

O comunicado salienta ainda que a rede será "interoperável" com o TikTok noutros países, "garantindo que os criadores norte-americanos possam ser descobertos e que as empresas possam operar à escala global".

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A TikTok salienta que esta nova entidade será propriedade maioritária de empresas americanas --- a ByteDance mantém 19,9 % --- e que a maioria dos sete membros do conselho de administração são cidadãos dos Estados Unidos. O diretor executivo da plataforma, Shou Zi Chew, também fará parte dela.

Após o anúncio do acordo, Shou publicou um breve vídeo na rede social em que mostrou o seu "agradecimento" aos utilizadores da plataforma e, em especial, aos "200 milhões de norte-americanos".

"Estamos gratos por fazerem parte da comunidade TikTok e estamos ansiosos por continuar a ver o vosso espírito criativo, grande capacidade de contar histórias e de levar felicidade a todas as pessoas em todo o mundo", acrescentou o executivo.

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O diretor executivo da nova entidade, denominada TikTok USDS (sigla em inglês para "segurança de dados nos EUA"), será Adam Presser, que antes de chegar ao TikTok trabalhou na WarnerMedia, e que será acompanhado no cargo de diretor de segurança por Will Farrell.

Os novos proprietários, entre os quais a Oracle, a MGX, a Silver Lake e a entidade de Michael Dell, controlarão mais de 80% da nova entidade, garantindo a continuidade da aplicação popular nos Estados Unidos.

A operação foi negociada durante mais de um ano e põe fim a uma disputa legal que se prolongou por seis anos.

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Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de deputados, universidades, o Exército dos Estados Unidos e a Casa Branca, no quadro de tensões tecnológicas e comerciais entre os Estados Unidos e a China. A aplicação tinha ainda sido alvo de ameaças de proibição e de um apagão temporário de 14 horas.

A venda tinha já sido antecipada no passado dia 18 de dezembro, destacando-se então que os três principais acionistas teriam 45% das participações, enquanto cerca de 33% ficariam nas mãos de subsidiárias dos principais investidores por detrás da ByteDance, que manteria o controlo de aproximadamente 18% do restante capital.

Utilizadores e influenciadores organizaram protestos e campanhas, durante o longo limbo jurídico, para manter ativa a plataforma, que conta com mais de 200 milhões de utilizadores nos Estados Unidos, tornando-se um território importante de disputa entre as duas potências.

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