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Correio da Manhã

Tecnologia
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A primeira mulher com um braço biónico

Graças ao seu novo braço biónico, a norte-americana Claudia Mitchell cortou um bife pela primeira vez desde que perdeu o braço esquerdo num acidente de motocicleta, há dois anos.
16 de Setembro de 2006 às 00:00
Claudia, de 26 anos, é a primeira mulher a receber um braço experimental que redirecciona os nervos seccionados de forma a enviar sinais cerebrais aos motores electrónicos da prótese. Ela é um dos seis pacientes que estão a testar o braço, desenvolvido pelo Rehabilitation Institute of Chicago.
Com a prótese que usava anteriormente, Claudia Mitchell só podia executar uma tarefa de cada vez ou estender o cotovelo ou abrir a mão. Ela precisava de grande concentração para flectir o músculo peitoral ou o tríceps para movimentar o braço.
“Era estranho”, disse Mitchell numa conferência de Imprensa: “Eu tinha de pensar que a minha mão estava lá, óptimo. Agora, que músculo devo accionar? Agora, basta pensar no movimento.”
Como muitos amputados, Claudia Mitchell, que fazia o serviço militar nos Fuzileiros Navais, deixava em casa, com frequência, a sua antiga prótese.
“O meu outro braço não funcionava suficientemente bem para que valesse a pena usá-lo”, disse.
“Este talvez seja maior e cause um certo incómodo, mas a funcionalidade que oferece torna interessante usá-lo”, disse.
O aparelho pesa cinco quilos e tem um motor que se estende além do ombro de Claudia Mitchell, com cabos e partes mecânicas, incluindo um dos seis motores, claramente visíveis.
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