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Circuncisão diminui risco de infecção por HIV

A circuncisão pode ser um factor que reduz em cerca de metade o risco dos homens serem infectados pelo HIV, embora não ofereça uma protecção completa, revelam dados de estudos conduzidos no Quénia e no Uganda, publicados esta quinta-feira.
14 de Dezembro de 2006 às 11:26
Em 2.784 homens seronegativos estudados, 53 por cento apresentou uma redução do risco em contrair o vírus. Esta melhor protecção resultaria de uma redução considerável da superfície da pele, processo em que consiste a circuncisão, que comporta numerosas células imunitárias sensíveis ao HIV.
Os estudos financiados pelo Instituto Nacional das Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), que faz parte do Instituto Nacional de Saúde (NIH) e pelos institutos de Investigação em Saúde do Canadá (IRSC) foram realizados a partir de Setembro de 2005 em homens com idades entre os 18 e os 24, no Quénia, e entre os 15 e os 49 anos, no Uganda.
“Estes resultados são de um grande interesse para as políticas de saúde pública e para as que põem em marcha programas generosos de prevenção contra a sida”, congratula-se o director do NIH, Elias Zerhouni, em comunicado.
A circuncisão pode evitar seis milhões de novas infecções e três milhões de mortes ligadas ao HIV nos próximos 20 anos, indicaram em Agosto os responsáveis das agências da ONU e do Banco Mundial por ocasião da Conferência sobre a sida em Toronto, no Canadá.
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