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Correio da Manhã

Tecnologia
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Código da vida vai ser alargado

Em todas as formas de vida conhecidas, o mecanismo interno das células lê as quatro "letras" do ADN em conjuntos de três, criando cadeias de aminoácidos. Essas letras – ACGT – representam os nucleótidos Adenina, Citosina, Guanina e Timina. Cada letra contém o código para um aminoácido específico – ou diz para a célula encerrar a cadeia que ela está a construir.
27 de Fevereiro de 2010 às 00:30
Código genético paralelo cria formas artificiais de vida
Código genético paralelo cria formas artificiais de vida FOTO: direitos reservados

Agora, a equipa de Jason Chin, da Universidade de Cambridge, reprojectou uma célula para a tornar capaz de ler o código do ADN de quatro em quatro letras, elevando de 20 para 276 o número de aminoácidos que podem ser usados para formar uma proteína, e não mais de três em três.

Isto representa a criação de um código genético paralelo, que pode induzir as células vivas a criar proteínas com propriedades nunca vistas no mundo natural.

O avanço deverá levantar toda a discussão ética em torno da biologia sintética e de eventuais formas artificiais de vida que, ainda que não sejam uma opção imediata, certamente será uma situação com a qual os cientistas em particular, e a Humanidade em geral, se defrontarão mais cedo ou mais tarde.

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