A artista brasileira e cristaloterapeuta Simara perdeu 86 quilos desde que resolveu fazer uma intervenção cirúrgica (bypass gástrico) em 2004 para combater a obesidade. A situação não podia prolongar-se por muito mais tempo. Os 152 quilos que tinha de suportar diariamente já estavam a provocar problemas no corpo e os joelhos começavam a dar de si.
“Cheguei a um momento em que com 152 quilos já não conseguia andar. O peso era tanto que marquei uma operação para as rótulas porque começava a ter problemas para me mexer”, contou Simara ao CM.
Preparada para ser operada, Simara procurou saber o que tinha de fazer para receber uma banda gástrica. Disseram-lhe, porém, que “era um método muito caro”. “Fui para a lista de espera para ser operada. Em Setembro de 2004 informaram-me de que ia ser operada no dia 22, mas já tinha a cirurgia para os joelhos”, afirmou Simara, sem esconder a sua satisfação pelos resultados obtidos: “Fiz uma cirurgia que resultou muito bem. Não tive qualquer problema. Fui operada numa quinta-feira, na sexta já estava a comer sopa e no sábado estava em casa. É uma recuperação muito rápida.”
Apesar de estar 86 quilos mais magra, Simara não esquece os momentos difíceis pelos quais foi obrigada a passar por ser demasiado gorda. Mesmo sendo uma figura pública, a discriminação e os comentários menos apropriados deixaram as suas marcas. “Senti na pele tudo o que um gordo pode sentir”, disse, dando alguns exemplos de como a vida de uma pessoa com excesso de peso pode ser difícil: “O problema do gordo nem é tanto o peso, mas sim a falta de respeito. Quando uma pessoa faz um restaurante nunca pensa que pode chegar alguém com mais de cem quilos, com um rabo tão grande que não caiba nas cadeiras. Vamos provar uma roupa, numa loja, e não cabemos no provador. Fazemos uma viagem de avião e o cinto de segurança não fecha, temos de pedir uma extensão. Então a hospedeira grita: ‘Ó fulana, traz uma extensão’. Os passageiros começam todos a olhar. É horrível.”
Hoje a situação é bem diferente e Simara é abordada na rua por pessoas que a querem felicitar pelo novo visual.
“Isto faz muito bem ao nosso ego”, refere.
Nascida no Brasil, Simara desde cedo se interessou pelo mundo do espectáculo. Ao longo da vida estudou Comunicação Social, Música, Teatro, Canto e Interpretação. É devido ao jornalismo que decide aventurar-se na Europa, chegando a trabalhar em algumas agências noticiosas. Durante todo este período a música foi sempre uma constante. Há mais de 25 anos decidiu instalar-se em Portugal, conquistando os portugueses pelo sentido de humor e pela música. Em 1995 abriu o seu consultório de cristaloterapia, curso que tirou nos Estados Unidos. Em 2002 foi uma das participantes do ‘Big Brother Famosos’.
PLÁSTICA COMPLETA SERVIÇO
Com menos 86 quilos, é natural que o corpo apresente algumas modificações. De acordo com Simara, após o bypass gástrico ficou com o que é costume chamar-se ‘barriga de avental’. “Perdemos peso, mas não perdemos pele. Quando somos gordos temos a pele esticada. Depois do bypass não há volta a dar, tem de se operar a barriga para retirar o excesso de pele”, conta, referindo que retirou 16 quilos de pele”. Quanto à operação, descreve-a desta forma: “Imagine um carro com um depósito para 50 litros. Se você tentar meter 80 de gasolina não tem espaço. Quando o estômago do gordo está cheio, a sensação de satisfação chega mais cedo. Logo, é a forma ideal para emagrecer.”
O QUE É
Diz-se que um doente sofre de obesidade mórbida quando o seu Índice de Massa Corporal (IMC) é superior a 40. Para calcular o IMC divide-se o peso pela altura ao quadrado. Acima dos 30 é obesidade de Grau I.
RISCOS
O excesso de peso está associado a inúmeros riscos de saúde como a diabetes, apneia do sono, doenças coronárias, infecções cutâneas ou problemas na estrutura óssea.
TRATAMENTO
A banda gástrica é a solução mais frequente para casos de obesidade. Em Portugal, pessoas com um IMC de 40 têm prioridade na lista de espera. A banda gástrica é um anel que divide o estômago em duas partes, acelerando a sensação de saciedade.
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