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Efeitos do clima na agenda portuguesa

As alterações climáticas, a escassez de água e as cheias vão ser questões prioritárias durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE) no segundo semestre de 2007.O anúncio foi feito ontem, em Faro, pelo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, no encerramento do V Congresso Ibérico sobre Gestão e Planeamento da Água.
8 de Dezembro de 2006 às 00:00
Ministros de Portugal e Espanha de acordo na gestão dos rios
Ministros de Portugal e Espanha de acordo na gestão dos rios FOTO: Sandra Sousa Santos
Os 400 congressistas concluíram a necessidade de fazer uma reforma das políticas tarifárias da água, alertando para o perigo do aparecimento de novos contaminantes emergentes e, sobretudo, para o estado de degradação acentuada da bacia do Guadiana.
Nunes Correia, acompanhado pela ministra do Meio Ambiente de Espanha, Cristina Narbona, salientou o facto de 17 por cento da população de 13 países da UE ser afectada pela seca. “Há que mitigar os efeitos das secas e 2005 foi um desafio”, afirmou o governante português, que salientou o “excelente espírito de cooperação” entre Portugal e Espanha, permitindo um conhecimento mútuo nos dois países.
O ministro do Ambiente anunciou ainda a instalação administrativa, em 2007, de regiões hidrográficas e salientou a “excelente cooperação” das autoridades espanholas durante as últimas cheias em Portugal. Cristina Narbona recusou qualquer responsabilidade sobre aquele fenómeno, recordando o permanente contacto entre responsáveis ibéricos. A governante espanhola mostrou-se disponível para “novos contactos que permitem caudais com maior e melhor qualidade nos rios”. A ministra, confrontada em Faro por ambientalistas do seu país contra projectos em áreas ribeirinhas, reconheceu ainda que “há muito a modificar no âmbito da água consumida pelos agricultores espanhóis”.
Nunes Correia, que desvalorizou as manifestações contra a co-incineração, “feitas por 70 pessoas de três concelhos de Setúbal”, anunciou ainda a preparação de legislação para fazer convergir as tarifas da água “para um intervalo razoável” e garantiu que a barragem de Odelouca vai avançar, pois é “indispensável para o Algarve”.
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