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Correio da Manhã

Tecnologia
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Esperança de cura para o Alzheimer

Cientistas britânicos e norte-americanos acreditam terem descoberto a cura para a doença de Alzheimer. Em Portugal, 70 mil sofrem desta forma de demência resultante da morte das células cerebrais, que começa por aniquilar a memória e depois as outras funções mentais, determinando completa ausência de autonomia.
21 de Agosto de 2007 às 00:00
Doença começa por destruir as memórias e de seguida aniquila outras funções mentais
Doença começa por destruir as memórias e de seguida aniquila outras funções mentais FOTO: Paulo Marcelino
A morte das células ocorre quando o amilóide – um químico natural existente na circulação sanguínea – atinge o cérebro. Os cientistas da Universidade norte-americana de Rochester e do King’s College, em Londres, descobriram uma proteína sintética humana capaz de absorver o amilóide, evitando assim que este provoque danos no cérebro. A ausência de efeitos adversos nas experiências até agora efectuadas com ratos levam os cientistas a terem boas perspectivas sobre os testes que serão efectuados dentro de dois anos a humanos.
A equipa de cientistas liderada por Berislav Zlokovic e Rashid Deane defende assim que a cura da doença passa por uma tratamento simples. Ou seja, o uso de um medicamento, baseado nesta proteína sintética, por eles identificada, que consegue “neutralizar o excesso de produção de amilóide”. A investigação será publicada no próximo mês na ‘Nature Medicine’.
Segundo Zlokovic, “os pacientes com Alzheimer possuem 300 a 400 vezes mais amilóide na circulação sanguínea em comparação com quem não sofre da doença. O excesso de amilóide verifica-se porque há uma dificuldade na produção da proteína que neutraliza este composto químico”.
O mesmo investigador acrescenta que “nos testes com ratos ficou claro que os níveis de amilóide baixaram quando os animais foram injectados com a proteína”.
Por sua vez, Rashid Deane disse estar convicto de que “numa observação precoce de pacientes com elevados níveis de amilóide poderá ser possível iniciar o tratamento sem que estes ainda tenham sofrido as consequências terríveis da doença”.
Para a Alzheimer’s Society, associação britânica de defesa do doente de Alzheimer, “esta investigação é uma nova esperança para as vítimas de uma doença incurável”.
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