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Esposende: Mapa actualizado do fundo do mar

O primeiro mapa do fundo do litoral de Esposende nos últimos cem anos aponta aquela costa como sendo de "grande potencial" para o turismo de mergulho, identificando vários locais propensos à actividade, novas espécies e dois navios naufragados.

14 de dezembro de 2012 às 10:20

"Existe um grande potencial desta área para campanhas de mar dedicadas ao turismo. Encontramos fundos altamente agradáveis e condições fantásticas para o mergulho", explicou o autor do estudo, Vasco Ferreira.

O estudo da Biodiversidade Marinha do Parque Marinho do Litoral Norte, em Esposende, resultou no "mapeamento dos fundos" de uma faixa de costa com 17 quilómetros de comprimento, entre Apúlia e a foz do rio Neiva, e até às 2,5 milhas (cerca de cinco quilómetros).

"Identificámos, por exemplo, a presença de 76 espécies de peixes, algumas que desconhecíamos, sendo um número bastante elevado quando comparado com outros locais sujeitos a investigações similares", explicou o investigador, que realizou este estudo para o ‘Fórum Esposendense’.

As principiais conclusões da investigação – realizada em conjunto com a empresa Esposende Ambiente –, serão divulgadas sábado, naquela cidade, mas desde já o autor sublinha tratar-se do primeiro estudo do género em cerca de cem anos.

 


"Todas as cartas atuais baseiam-se num levantamento que foi realizado pelo Instituto Hidrográfico em 1913", refere Vasco Ferreira. Esta investigação, que decorreu entre Outubro de 2011 e Dezembro de 2012, contou com o apoio dos pescadores locais e resultou de uma candidatura ao programa ‘Promar’.

"Encontrámos pequenas montanhas subaquáticas, desconhecidas, que podem elevar-se a mais de 30 metros do fundo. Este tipo de relevo submarino, para os mergulhadores, é muito importante porque são profundidades acessíveis. Além disso, se fosse mais fundo não teria interesse para o mergulho recreativo", apontou.

A prática de actividades ligadas ao turismo de mergulho é uma das potencialidades identificadas durante a investigação, que inclusive mapeou a presença de dois navios a vapor afundados na área.

"Datamos como do início do Século XX, estão muito partidos e não há muito a noção do casco mas sim das caldeiras. São pequenos cargueiros e estão a profundidades de cerca de 20 metros", reconheceu o investigador.

Um destes navios foi identificado como ‘Lagoa’, que terá naufragado na zona em 1928.

Estas condições levam os autores a admitirem o "grande potencial" do turismo de mergulho no litoral de Esposende, apesar da "limitação" da frequência de saídas para o mar, quando comparadas com outros locais.

"O vento e a ondulação apenas permitem condições propícias à prática da actividade em 20 % do ano. Não é tanto quanto se desejaria mas é suficiente, porque um em cada cinco dias permite a saída", rematou.

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