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Correio da Manhã

Tecnologia
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Huawei perde apps e serviços da Google

Empresa norte-americana rompe com gigante chinês das telecomunicações.
Ricardo Ramos 21 de Maio de 2019 às 01:30
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Empresa norte-americana rompe com gigante chinês das telecomunicações.
A Google anunciou esta segunda-feira a suspensão de todas as transferências de software, hardware e serviços técnicos para o gigante chinês das telecomunicações Huawei, no seguimento da decisão da Administração Trump de colocar a empresa chinesa na lista negra por alegada espionagem.

Na prática, esta decisão impede a Huawei de instalar as aplicações e serviços de Google, como o Google Maps, YouTube ou Gmail, bem como as novas versões do sistema operativo Android, nos telemóveis e tablets vendidos a partir de agora fora da China.

A Google já garantiu que todos os dispositivos já existentes, incluindo aqueles que ainda se encontram em stock, poderão continuar a aceder à loja Google Play para atualizar as aplicações já instaladas, bem como o software de segurança Google Play Protect, mas não poderão instalar as futuras versões do sistema operativo Android.

A Huawei é a segunda maior marca mundial de smartphones em número de aparelhos vendidos, atrás da Samsung.

Em comunicado, o gigante chinês garantiu ontem que continuará a fornecer todas as atualizações de segurança e serviços de assistência pós-venda aos seus clientes e deu a entender que poderá avançar para a implementação de um sistema operativo próprio, que já tem em desenvolvimento há alguns anos.

No mercado chinês, há muito que a Huawei não usa qualquer produto ou aplicação da Google, tendo ainda desenvolvido uma versão própria do sistema operativo Android com base na versões de ‘open source’ gratuitas.

PORMENORES
Plano B
Richard Yu, chefe da divisão de consumo da Huawei, revelou em março que a empresa chinesa está a desenvolver um sistema operativo próprio. "Estamos preparados", garantiu.

Marca global
Cerca de metade dos 208 milhões de smartphones vendidos pela Huawei no ano passado tiveram como destino o mercado internacional. Quota de mercado da marca na Europa é de 29%.

Boicote à Apple?
Analistas sugeriram que a China pode retaliar com um boicote aos produtos da Apple no mercado chinês. Aumento das barreiras regulatórias ou reforço das inspeções são outras hipóteses.
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