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Correio da Manhã

Tecnologia
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Human Rights Watch quer deter 'robôs assassinos'

Países como Estados Unidos, Israel, Coreia do Sul e Reino Unido, usam armas robóticas quase autónomas
28 de Maio de 2013 às 20:54

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch pediu, esta terça-feira, a todos os países, que parem com o desenvolvimento de robôs de combate totalmente autónomos, conhecidos como 'robôs assassinos'.

Para evitar uma corrida ao armamento, já vários organismos se juntaram à campanha 'Stop killer robots' ('Parem com robôs assassinos').

As máquinas de combate não tripuladas agem de forma cada vez mais independente e podem ser programadas para se movimentarem de forma completamente autónoma.

Este tipo de armas é programado por uma pessoa para atacar e matar os seus alvos, civis ou militares, sem intervenção do ser humano.

Neste momento, já mais de 70 países utilizam aviões não tripulados capazes de procurar áreas e atingir alvos, os chamados 'drones'. 

Este tipo de robôs ainda não está completamente desenvolvido para ser usado sem a intervenção do homem, mas já existem armas robóticas com distintos graus de autonomia e de elevado caráter letal que são utilizadas pelos Estados Unidos, Israel, Coreia do Sul e Reino Unido.

O diretor da Human Rights Watch e fundador da Campanha para Deter os Robôs Assassinos, Steve Goose, acredita que "é possível deter o avanço do armamento totalmente autónomo antes que se ultrapassem limites morais e legais, mas só se começarmos a traçar a fronteira agora”.

Na próxima quarta-feira, durante a 23.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, vai-se debater o relatório preparado pelo relator especial das Nações Unidas, Christof Heyns, sobre estas armas letais autónomas.

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