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Correio da Manhã

Tecnologia
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Investigadores bolseiros contra atraso no pagamento

“Quem faz ciência está a ficar sem paciência” foi um dos gritos de protesto das várias dezenas de bolseiros de investigação científica, que se manifestaram, na tarde desta quinta-feira, em frente ao Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa, contra os atrasos no pagamento das bolsas, por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), bem como a inexistência de contratos de trabalho e redução de subsídios com o novo regulamento.
5 de Julho de 2012 às 18:09
Bolseiros de investigação científica querem maior segurança de trabalho
Bolseiros de investigação científica querem maior segurança de trabalho FOTO: Jorge Paula

A concentração, convocada pela Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), levou à partilha de histórias por parte dos bolseiros, que se sentem insatisfeitos com a sua situação actual.

Eduardo Silva é bolseiro há 10 anos e representa o Núcleo de Bolseiros da Universidade de Aveiro. “A vida parece que estagnou e não há perspectivas. É inadmissível, não há motivação para se lutar pela ciência em Portugal. O nosso trabalho só será dignificado com um contrato de trabalho”, referiu.

Para André Janeco, vice-presidente da ABIC, uma das preocupações é a instabilidade das condições de renovação, que ocorre de três em três meses. “As pessoas andam aflitas. Está em causa a redução do investimento da FCT, o tempo que é dado ao bolseiro para estar nas instituições estrangeiras e a docência que não é remunerada”, disse.

A FCT revelou hoje que alterou as regras para a fixação das datas para o início dos novos pagamentos aos bolseiros de investigação de maneira a “minimizar as dificuldades de processamento” que determinaram os atrasos nas transferências.

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