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Correio da Manhã

Tecnologia
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Investigadores temem que pacemakers sejam pirateados

Os investigadores americanos temem que dispositivos electrónicos como pacemakers, desfribriladores ou bombas de insulina sejam alvo de hackers, uma vez que todos estes aparelhos emitem sinais wireless.
16 de Abril de 2010 às 18:07
As bombas de insulina também poderão ser 'hackeadas'
As bombas de insulina também poderão ser 'hackeadas' FOTO: Direitos Reservados

O perigo de alguém aceder a um destes gadgets e alterar os valores aí inseridos poderá ser fatal e não é tão improvável de acontecer como se pensa.

 

De acordo com a 'CNN', em 2008, investigadores da Universidade de Washington, da Escola de Medicina de Harvard e da Universidade de Massachusetts, fizeram uma experiência, na qual acederam  a um desfibrilador cardíaco, roubaram informação pessoal do equipamento e alteraram os ritmos cardíacos. Desde aí, alguns cientistas têm vindo a tentar encontrar formas de manter os dispositivos seguros.

 

Uma dos métodos encontrados por uma aluna da Universidade de Washington foi a introdução de passwords.

 

Este processo obrigaria a usar uma pulseira com a password ou a tatuar um código de barras com tinta visível ou transparente na pessoa. A tinta transparente apenas seria detectada recorrendo a raios ultra-violeta.

 

Em casos extremos, sugere-se, os médicos poderiam ter dispositivos que desactivassem um peacemaker ou desfibrilador numa sitação de emergência.

 

Apesar de os dispositivos electrónicos se encontrarem em constante evolução, muitos ainda não têm os sinais encriptados, de forma a estarem protegidos de um ataque.

De qualquer das formas, a Food and Drug Administration (organização governamental americana que controla a saúde) já afirmou que não há motivos de preocupação para já, e relembrou que os peritos estão atentos ao assunto.

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