Longe vão os tempos em que os videojogos eram inocentes como o Pac-Man, o Sonic ou o Super-Mario. Hoje, nos jogos mais desejados vale tudo. Até arrancar olhos. Nomes como ‘Halo 3’, ‘Bioshock’, ‘Manhunt 2’ ou ‘Call of Duty 4’ – a lista é interminável – são apenas alguns exemplos de videojogos onde o enredo é tanto melhor quanto maior for a violência.
Antevendo a chegada da época natalícia, as marcas começaram já a lançar no mercado as suas novas criações. As expectativas costumam ser enormes e isso reflecte-se no número de cópias vendidas. O lançamento de ‘Halo 3’, da Microsoft, foi um dos acontecimentos do ano. O jogo bateu recorde de vendas nos EUA logo no primeiro dia, totalizando mais de 5,5 milhões de cópias em pouco menos de um mês. Milhares de adolescentes fizeram filas de quilómetros para serem os primeiros a comprar o jogo onde assumem o papel de ‘Master Chief’, um super-soldado geneticamente alterado que tenta expulsar da Terra uma raça de extraterrestres.
Exclusivo para a consola XBox 360, da Microsoft, os criadores de ‘Halo 3’ esmeraram-se, elevando o realismo a um novo patamar. O recurso ao ‘High Dynamic Range Rendering’ – sistema que permite imagens mais nítidas e com maior profundidade – faz do jogo desenvolvido pela Bungie LLC um verdadeiro banquete para os olhos. As armas, estas sim, de destruição em massa, podem ir de uma simples pistola a espingardas que disparam projécteis capazes de romper armaduras e de arrancar carne como se de manteiga se tratasse.
‘MANHUNT 2’ PROIBIDO
Apesar do sucesso deste tipo de jogos junto de um público mais adulto, há países que não aceitam determinados títulos por serem demasiado violentos. ‘Manhunt 2’, cujo lançamento está previsto para a noite de Halloween (31 de Outubro), é um exemplo. A primeira versão foi rejeitada pelas organizações de classificação de videojogos nos EUA e no Reino Unido. Posteriormente, uma versão mais ‘amigável’, foi aprovada no outro lado do Atlântico, acabando, novamente, por ser recusada pela British Board of Film Classification. Em Itália, o ministro da Comunicação, Paolo Gentiloni, referiu-se a ‘Manhunt 2’ como “cruel e sádico, com um ambiente degradante”.
A Rockstar, responsável por ‘Manhunt 2’, tem em mãos outro dos títulos mais aguardados do ano: ‘Grand Theft Auto IV’. Com o lançamento novamente adiado – esteve previsto para esta semana –, a expectativa aumenta. À possibilidade de percorrer as ruas de Liberty City, um clone de Nova Iorque, ou de poder espancar peões cada vez mais realistas, junta-se agora a hipótese de o fazer on-line com mais 16 jogadores em simultâneo.
Acção domina top
Em Portugal, de acordo com os dados da Fnac, os jogos mais vendidos incluem vários de acção: ‘Guild Wars: Eye of the North’, ‘Halo 3’, ‘Bioshock’ e ‘Heavenly Sword’. Entre as excepções destaca-se o ‘Sims 2: Viagens’, a mais recente variante do jogo para toda a família que envolve a gestão do quotidiano de personagens.
JOGOS ESTIMULAM CONCENTRAÇÃO
Quem joga raramente associa a violência à maior atracção pelo jogo. O entusiasmo justifica-se pela proximidade com um mundo onde o realismo das imagens gera envolvimento. Jorge Magalhães, psicólogo na área do comportamento, explica ao CM que “pode existir uma atracção inata por questões básicas, como a defesa pessoal”. Somadas as “questões do ganhar e perder com a vontade de fazer melhor”, os efeitos aditivos disparam. Apesar de reconhecer que “há jogos que despertam sentimentos negativos, como a raiva e a agressividade”, o psicólogo lembra que nem tudo é mau: “Exigem grande atenção e estimulam a concentração, a criatividade, a coordenação e o desenvolvimento.”
Está é uma lista de alguns dos jogos mais violentos de sempre, desde ‘Mortal Kombat’ ao recente ‘God of War’. Muitos outros ficaram de fora.
MORTAL KOMBAT
Ano: 1992
Género: Luta
Uma das personagens arrancava a cabeça do adversário, trazendo a coluna atrás.
CARMAGEDDON
Ano: 1997
Género: Corrida
Um dos objectivos passava por atropelar peões, inclusive mulheres grávidas, e provocar o máximo de destruição possível no cenário.
BLOOD
Ano: 1997
Género: First Person Shooter
Além de poder matar os adversários com um tridente, permitia chutar a cabeça como uma bola de futebol.
THRILL KILL
Ano: 1998
Género: Luta
Foi um dos poucos jogos qualificados como sendo exclusivo para adultos. Permitia mortes por desmembramento e mutilações.
MANHUNT
Ano: 2003
Género: Horror
Foi banido em vários países. As mortes dos adversários podiam ir de sufocamento com sacos de plástico a decapitações com recurso a um cutelo.
GRAND THEFT AUTO – SAN ANDREAS
Ano: 2004
Género: Acção
A personagem recupera energia visitando prostitutas. Pode matá-las de variadas formas e roubar-lhes dinheiro.
NARC
Ano: 2005
Género: Acção
Dois agentes combatem o narcotráfico. Para melhorar as suas capacidades tomam drogas como ecstasy ou LSD.
KILLER 7
Ano: 2005
Género: Acção
A personagem recupera energia bebendo sangue de mortos. Para encontrar passagens secretas tem de cortar os próprios pulsos e pulverizar paredes.
THE PUNISHER
Ano: 2004
Género: Acção
Os ‘maus’ morrem serrados, perfurados por berbequins e até são alimento para piranhas. O jogo foi censurado pela própria empresa distribuidora.
GOD OF WAR
Ano: 2005
Género: Acção
Os adversários podem ser queimados vivos, rasgados ao meio pelas mãos da personagem principal ou mutilados.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.