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Metade do Mundo sem acesso à Internet

‘World Wide Web’ completa esta segunda-feira 29 anos e o seu criador alertou para riscos futuros.
Por Bernardo Esteves|12.03.18
No dia em que a ‘World Wide Web’ faz 29 anos, o seu criador lançou um alerta global para os principais desafios futuros. Numa carta, a que o CM teve acesso, Sir Tim Berners-Lee enaltece o facto de metade da população mundial já aceder à internet, mas avisa que esta divisão está a agravar as desigualdades. "Se não investirmos seriamente para acabar com este fosso, só em 2042 todos estarão ligados e uma geração inteira terá ficado para trás", avisa.

Com o objetivo de tornar o acesso à net universal, a Fundação Web, de Berners-Lee, juntamente com grandes empresas do setor, como Microsoft e Google, setor público e sociedade civil criaram em 2014 a Aliança para uma Internet Acessível (A4AI), cuja diretora executiva é a portuguesa Sónia Jorge. "O principal obstáculo ao acesso é o custo, que continua a ser muito elevado, principalmente em países em desenvolvimento, onde 1 ‘gigabyte’ chega a custar mais de 20% do rendimento mensal", disse ao CM a responsável, que trabalha com governos e outros atores de países em desenvolvimento para conseguir reduzir o preço. Na carta, Berners-Lee alerta para riscos da concentração da ‘Web’ em grandes plataformas. "Os próximos 20 anos serão menos criativos que os últimos", analisa, propondo que cérebros de várias áreas se juntem para enfrentar as ameaças futuras.

"ONU diz que é um direito"
CM – O que faz a Aliança para baixar preços da net?
Sónia Jorge, Diretora da Aliança para uma internet acessível - Trabalhamos com governos e empresas para reformar os quadros reguladores das tecnologias de informação. Agora trabalhamos com Bangladesh, República Dominicana, Gana, Moçambique, Nigéria, Myanmar e Guatemala.
– Para muitos a prioridade não é apenas ter comida?
– Em 2016, a ONU declarou o acesso à internet como um direito humano, a par do acesso a água e comida.
– Quais as vantagens?
– Enormes. Acesso a preços de produtos agrícolas ou serviços de saúde e educação, etc. Com muitos serviços públicos online, quem não acede é excluído.


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