Barra Cofina

Correio da Manhã

Tecnologia

Mudança do clima vai inundar Lisboa

Agência Portuguesa do Ambiente diz que o País tem de se adaptar ao clima do futuro. Produção agrícola será menor perante o aquecimento.
29 de Setembro de 2013 às 01:00
Segundo o IPMA, o estuário do Tejo, onde está localizada Lisboa, é um dos mais sensíveis às mudanças climáticas
Segundo o IPMA, o estuário do Tejo, onde está localizada Lisboa, é um dos mais sensíveis às mudanças climáticas FOTO: Jorge Paula

Lisboa será uma das cidades mais expostas aos efeitos nocivos resultantes do aquecimento global e da consequente subida do nível do mar, resultante do degelo do Ártico.

Para o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, é preciso "repensar as cidades tendo em conta a necessidade de adotar um clima futuro diferente". Uma mudança resultante da temperatura que pode vir a aumentar 4,8º C. Até final do século e o nível do mar irá também subir até 82 centímetros, segundo revela o último relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, divulgado na sexta-feira.

A apresentação do trabalho levou especialistas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) a alertarem ontem para os efeitos devastadores que serão registados nos estuários e rias portuguesas, provocando uma redução da produção agrícola. "A verificar-se a subida do nível do mar e a consolidar-se será necessário tomar medidas para proteger o Litoral", disse ao CM Pedro Viterbo, diretor do IPMA, e um dos investigadores que participou na elaboração do relatório.

O especialista em alterações climáticas Filipe Duarte Santos defende que é possível minimizar os riscos do aumento do nível do mar, através de infraestruturas que impeçam um avanço do mar". Membro do grupo que criou o relatório avisa que é necessária uma avaliação criteriosa e detalhada dos riscos da costa portuguesa.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)