Barra Cofina

Correio da Manhã

Tecnologia
7

“Ninguém pode prever o local exacto da queda”

Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa, fala sobre queda descontrolada do satélite UARS
23 de Setembro de 2011 às 01:00
“Ninguém pode prever o local exacto da queda”
“Ninguém pode prever o local exacto da queda”

Correio da Manhã – Há riscos de o satélite cair em Portugal?

Rui Agostinho – Em Portugal não cai. É certo que ninguém pode garantir com exactidão onde vai cair, mas as agências espaciais estão a acompanhar cada órbita do satélite e já disseram que a probabilidade de provocar danos são mínimas.

– O que torna imprevisível o local da queda?

– À medida que perde altitude, começa a sofrer os efeitos da atmosfera e cai mais depressa, uma vez que a inclinação da trajectória é maior. Os detritos não são uniformes e com as forças da atmosfera começam a ser desviados de forma descontrolada.

– Quando se souber o local de impacto, há alguma coisa que possa ser feita?

– À partida deverá cair no meio do oceano. Mas não há nada que se possa fazer, mesmo que se saiba onde vai cair. Os pedaços não podem ser interceptados.

– Resistem 26 pedaços porquê?

– Este satélite é enorme e precisava de compartimentos que resistissem às altas temperaturas do espaço.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)