António Costa quer gigantes a pagar taxa europeia
Primeiro-ministro admite que Portugal dificilmente consegue avançar sozinho e defende acordo comunitário.
As receitas provenientes da tributação dos gigantes tecnológicos "terão particular importância no atual momento com a saída do Reino Unido", porque "irão permitir criar novos recursos para a União Europeia", sublinhou António Costa.
Só desta forma será possível "ter um orçamento à medida da nova ambição da União Europeia que é não só fazer bem na política agrícola e de coesão" mas também "apostar na investigação e desenvolvimento, no combate às alterações climáticas e na transição digital".
O Chefe de Governo recordou que "está para breve uma iniciativa da própria OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] para que possa haver essa taxação a nível global". Costa considera "uma concorrência desleal que micro, pequenas e médias empresas paguem impostos e as gigantes não".
Uma das multinacionais que poderão vir a ser taxadas, como defende António Costa, é a Nokia. No palco da Web Summit, em Lisboa, que arrancou na segunda-feira e termina esta quinta-feira, a tecnológica finlandesa anunciou a abertura de um "novo centro de excelência" em Alfragide , Amadora, e a contratação de "mais 100 engenheiros".
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