Argumentistas querem plataformas fora da negociação
Profissionais querem negociar os seus contratos diretamente com os grandes estúdios.
Mais de quatro meses após o início da greve dos argumentistas em Hollywood, os sindicatos que representam estes profissionais apelam a que os estúdios se desvinculem das plataformas de streaming – como Netflix, Apple, Amazon e Disney, entre outras – e negociem diretamente com a associação.
Segundo o WGA (Sindicato dos Argumentistas da América), as negociações chegaram a um ponto de impasse que parece inultrapassável. “Tornámos claro que estamos disponíveis para negociar com um ou dois dos grandes estúdios, fora dos trâmites da AMPTP [que representa estúdios e plataformas de streaming em conjunto], para chegar a um acordo que seja satisfatório para as partes”, escreveu o sindicato em comunicado. “Sabemos das dificuldades que os profissionais estão a atravessar neste momento. Estamos todos cansados e assustados, mas empenhados nesta luta e chegaremos a bom porto assim que possível”, escreveu ainda o WGA. A AMPTP apressou-se a reagir e, em resposta, garante que “os membros da associação estão todos em consonância e empenhados numa negociação conjunta para chegar a uma solução”.
O Sindicato dos Atores, que também aderiu a esta greve em Hollywood (o SAG-AFTRA), ainda não se pronunciou sobre esta tomada de posição dos colegas – até porque acaba de sair de eleições (Fran Drescher, da série ‘Competente e Descarada’, voltou a ganhar a presidência, por larga margem).
Desde o início desta greve, estima-se que já se perderam cerca de 17 mil empregos na área. Vários profissionais da indústria foram despejados por falta de pagamento das rendas e há alguns que estão a dormir nos carros.
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