PCP acusa RTP de “provocação” e “ódio”
Guerra na Ucrânia e posição sobre o envio de armas para o país dominaram entrevista de Paulo Raimundo no ‘Telejornal’.
O PCP vai acionar “todos os meios legais” contra a RTP, considerando que Paulo Raimundo foi alvo de “provocação” durante a entrevista emitida esta segunda-feira no ‘Telejornal’. A informação foi avançada pelo PCP na rede social X, juntamente com um vídeo com excertos da entrevista conduzida pelo jornalista José Rodrigues dos Santos ao secretário-geral do partido.
“Perante a provocação que aconteceu hoje na RTP, o PCP acionará todos os meios legais. O fascismo e a guerra sabem que têm na firmeza do PCP o seu inimigo”, pode ler-se na publicação, que diz ainda: “Não foi uma entrevista. Foi um exercício de ódio.”
A guerra na Ucrânia dominou os dez minutos de conversa, inserida numa série de entrevistas da RTP a líderes de partidos com assento parlamentar no âmbito das legislativas. Logo no arranque, Paulo Raimundo foi confrontado com o facto de o PCP ter sido o único partido que não aplaudiu os deputados ucranianos na Assembleia da República e que votou contra a declaração de solidariedade para com a Ucrânia. “Os partidos que aplaudiram são os mesmos que condenaram a Ucrânia a uma guerra e que levaram milhares de ucranianos à morte”, defendeu o secretário-geral do partido comunista, acrescentando que “a melhor forma de mostrar solidariedade é parar com a guerra”. E rematou: “Não somos hipócritas.” Apesar de nunca admitir que o PCP é contra o envio de armas para a Ucrânia - pergunta que lhe foi colocada diversas vezes -, Raimundo disse que o caminho “não é trocar salários, pensões, abonos de família e direitos por mais dinheiro em armas e mais destruição”.
Contactados pelo CM, José Rodrigues dos Santos não quis comentar e a RTP disse que “não tem nada a acrescentar”.
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