A CAROLINA MERECE SER FELIZ

Carolina Macedo Vaz, de "Saber Amar", tem, na verdade, uma função social na história da telenovela da TVI. Interpretada por Patrícia Ribeiro, esta personagem vê-se no meio de um preconceito racial quando se apaixona por Zé Café (Milton Lopes), o empregado mulato do ZooMarinho. A jovem não se deixa levar pela pressão da mãe, Helena (Maria Emília Correia) e vai assumir o romance até às últimas consequências. <BR>Muito em breve, Carolina anuncia à progenitora a sua intenção de ir viver para a Escócia, onde já está o seu namorado. É claro que Helena vai criar inúmeras barreiras, mas, como se vai ver, pouco adianta.

13 de julho de 2003 às 00:00
A CAROLINA MERECE SER FELIZ
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"Gostava que a Carolina fosse muito feliz. Ela merece acabar bem", deseja Patrícia Ribeiro, para quem o preconceito racial está fora de questão. "Nos tempos que correm, isso está completamente de parte, até porque tenho misturas de sangue negro. E mesmo que não tivesse, não impediria um filho de ser feliz por uma questão de cor ou sexo", salienta.

Satisfeita com o rumo que a sua personagem está a seguir, a actriz é da opinião que a televisão deve abordar temas sociais. "A televisão, bem como o cinema e o teatro, deve abrir os olhos às pessoas e confrontar as mentes mais fechadas", frisa.

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Para dar vida a Carolina Macedo Vaz e, principalmente, neste seu relacionamento com Zé Café, Patrícia Ribeiro confessa ter-se baseado no relacionamento de um seu familiar. "Uma prima minha namorava com um rapaz de cor, bem mais escuro que o Zé Café. No início, tiveram alguns problemas, mas não passaram nunca de coisas superficiais. Nunca foi um racismo muito vincado, até porque a nossa família não tem esse tipo de preconceito. Mas, por exemplo, ela poderia entrar numa discoteca e ele ficar cá fora", conta.

Há longos meses a vestir a pele de Carolina, a actriz acredita que vai ser difícil despi-la. "Sei que vou ficar com tiques ou expressões da Carolina", considera.

Amizade e companheirismo

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O ambiente nas gravações de "Saber Amar" denota o companheirismo, a amizade e respeito que une o núcleo de actores. No ecrã, Patrícia refere que se passa o mesmo.

"Ao representarmos, eu e o Ruy de Carvalho temos um truque muito engraçado. Como tenho um tom de voz muito grave, necessito de ter cuidado porque se o baixo mais não se percebe nada. Então, quando isso acontece, o Ruy mexe no nariz para eu 'acordar' e levantar a voz. É nesse tipo de ajuda que os actores mais velhos são fundamentais", diz.

E acrescenta: "A Maria Emília Correia dá-nos uma energia fora do comum. Há dias em que estamos mais cansados porque as gravações são intensas, mas ela está sempre activa. Uma coisa que tenho notado e até me têm dito na rua é que as minhas cenas com ela estão a resultar bem. Gosto muito quando começam a perceber que há uma química".

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"ADORAVA FAZER CINEMA"

As gravações da telenovela "Saber Amar", um verdadeiro caso de sucesso em termos de audiências, na TVI, terminam já no próximo mês de Agosto e Patrícia Ribeiro começa a pensar no futuro.

Apesar de ainda não ter nenhum projecto em concreto, tem gostos e desejos pessoais que espera concretizar em breve.

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"Adorava fazer cinema. Sou muito dada a temas interventivos e gostava de fazer um filme sobre política, que relembrasse os tempos revolucionários", conclui a jovem actriz.

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