A corrida ao voto útil que escapou às sondagens

A CMTV foi a única televisão a acertar nos resultados das eleições presidenciais com a sondagem à boca das urnas da Intercampus, emitida logo às 20h00.

20 de janeiro de 2026 às 01:30
Eleições presidenciais 2026: cidadãos votam. Foto: Estela Silva/Lusa_EPA
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A mobilização do eleitorado de esquerda para o chamado voto útil, e a participação, à última hora, dos  indecisos/abstencionistas (que desceram de 19% para 8% entre as sondagens de dezembro e janeiro) - ambos a engrossar o voto em António José Seguro - explica, de acordo com António Salvador, da Intercampus,  “a diferença entre os resultados obtidos nas sondagens pré-eleitorais e os resultados alcançados nas sondagens à boca da urna”.

As sondagens pré-eleitorais não são previsões. São resultados do momento. Da sondagem de dezembro para a de janeiro, os candidatos à esquerda de António José Seguro passaram de 14,2% para 6,2% (menos 8%). Simultaneamente, os indecisos diminuiram também, igualmente 8 % (de 19% para 11%), por coincidência. Ora a experiência mostra-nos que as decisões de última hora tendem a privilegiar o voto útil – aconteceu, por exemplo, na eleição de António Costa e deu-lhe a maioria absoluta", realça António Salvador, fundador e diretor da Intercampus.

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 "Pessoalmente, quando vi estas alterações, a minha intuição dizia que era Seguro que ganharia com isto, mas as sondagens diziam o contrário. Porque é diferente, aquilo que é uma intenção qquando se esta em casa, há distãncia de semanas, daquilo que decide auele que de fato se levantou para ir votar”, ilustra.  

“Geralmente na primeira volta vota-se no candidato da preferência e na segunda volta ativa-se a rejeição, ou seja, as pessoas votam num porque não querem o outro candidato, votam por oposição. Mas nesta eleição, votou-se logo por rejeição também”, acrescentou.

A CMTV foi, recorde-se, a única televisão a acertar nos resultados das eleições presidenciais com a sondagem à boca das urnas da Intercampus, emitida logo às 20h00, a revelar-se certeira para António José Seguro, André Ventura, João Cotrim de Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes. A CMTV foi a única a colocar Catarina Martins em sexto lugar, seguida de António Filipe e Manuel João Vieira.

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