“A ERC revelou a sua inutilidade”

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) não deu como provado que Miguel Relvas "tenha ameaçado promover um blackout informativo de todo o Governo em relação ao ‘Público’" e que "tenha ameaçado divulgar na internet um dado da vida privada da jornalista Maria José Oliveira".<br/><br/>

21 de junho de 2012 às 01:00
ERC, MIGUEL RELVAS, PÚBLICO Foto: Pedro Catarino
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Assim, o ministro sai ilibado do caso das pressões ao ‘Público' e aos seus jornalistas. Carlos Magno, presidente da ERC, que votou a favor da deliberação, tal como Raquel Alexandra e Luísa Roseira (nomes sugeridos pelo PSD para a ERC) diz ao CM que "houve uma pressão inaceitável, não houve uma pressão ilícita". Já Arons de Carvalho e Rui Gomes, sugeridos pelo PS, votaram contra. Magno não comentou estes votos.

Ao CM, o gabinete de Miguel Relvas garante que o ministro "está tranquilo como sempre esteve" e que o "relatório fala por si". Maria José Oliveira optou por não fazer comentários, já Bárbara Reis, directora do Público, ataca a deliberação. "Espanta-nos o vazio deste documento (...) a ERC não concluiu nada e não conseguiu formar e dar uma opinião sobre o que se passou". "Alguém imagina que o ‘Público' ia inventar uma coisa destas?", questiona, afirmando que a ERC só dá por provado "aquilo onde existe uma coincidência entre as partes". "A ERC revelou a sua inutilidade. Não foi capaz sequer de formular um juízo, de emitir uma opinião".

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Os partidos políticos vão agora analisar o documento e decidir se chamam Miguel Relvas para uma audição Parlamentar.

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