A RDP é muito rica

A Rádio Renascença (RR) criticou, ontem, a RDP pela voz do assessor para o Desporto. Ribeiro Cristóvão acusou a rádio do Estado de gastar muito dinheiro com os seus enviados especiais ao Mundial de futebol.

09 de junho de 2006 às 00:00
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Um dia depois do Sindicato de Jornalistas anunciar a vontade de ver a Inspecção-Geral do Trabalho passar a pente fino as estações de televisão e as outras empresas jornalísticas, tendo como ponto de partida o alegado incumprimento das obrigações para com os trabalhadores destacados para a cobertura do Campeonato do Mundo, a RR aponta as baterias à RDP, que integra o Grupo RTP, cujos enviados especiais dispõem de compensações (ver infografia) distintas dos companheiros das outras estações, mas iguais às dos profissionais da TV pública.

“Se a Rádio Renascença sentir dificuldades financeiras, poderemos pedir um empréstimo à RDP, que é uma empresa muito rica”, diz Ribeiro Cristóvão.

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O também deputado do PSD, confrontado com os direitos dos enviados da RR e da RDP, diz, por exemplo, que na sua estação o assunto nem foi objecto de conversa. “Quando a nossa equipa regressar, discutiremos o assunto. Os nossos enviados foram para a Alemanha, como sempre, com imenso prazer, graças a Deus. Só o facto de estarem no Mundial já constitui para eles, no plano profissional, uma grande recompensa”.

João Barreiros, director de Informação da RDP, considera “surpreendente” o facto de, agora, haver uma latente preocupção relativamente ao facto da empresa para que trabalha “respeitar a Lei. Noutros tempos, ninguém ousou questionar a RDP”, afirma. O jornalista diz respeitar imenso Cristóvão, deseja “as melhores felicidades” para a equipa da RR, bem como para a TSF. O importante, para ele, “é o desempenho da RDP, que está a fazer, verdadeiramente, serviço público”.

JORNALISTA CONTRA SINDICATO

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Jornalistas da rádio admitem vir a entregar a carteira profissional por estarem indignados com o Sindicato dos Jornalistas (SJ), que, anteontem, em comunicado, dizem, “centrou a preocupação relativamente à TVI e SIC em matéria dos direitos dos enviados especiais ao Mundial, ignorando o que se passa nas rádios”. Alfredo Maia, presidente do SJ, diz ao CM que tal posição “é injusta” e revela “precipitação”.

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