Actores exclusivos lideram cachets

A aposta na ficção nacional levou a SIC e a TVI a reforçar os elencos. Investimento fez multiplicar os contratos de exclusividade com actores<br/><br/>

12 de agosto de 2011 às 14:00
alexandra lencastre, rogério samora, fernanda serrano, telenovelas, sic, tvi Foto: Arquivo CM
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Apesar de ninguém assumir os valores que estão neste momento a ser pagos aos actores, os profissionais com contrato de exclusividade são os mais bem remunerados. E, neste universo, nomes como Alexandra Lencastre, Fernanda Serrano e Rogério Samora recebem os ‘cachets’ mais altos.

Os valores, revelam várias fontes à ‘Correio TV’, oscilam entre os dez e os 20 mil euros mensais. Maria João Bastos, Paula Lobo Antunes, Margarida Marinho e Nuno Homem de Sá, entre outros, integram também o lote dos actores nacionais com salários mais elevados. Numa faixa intermédia, os salários situam-se entre os cinco e os dez mil euros, e estão aqui nomes como Pedro Lima, Joana Solnado e António Pedro Cerdeira. No escalão mais baixo, estão os actores mais jovens. Uma fonte ligada à produção adianta que há casos de estreantes que recebem menos de mil euros por mês. Aqui, estão algumas das estrelas de ‘Morangos com Açúcar’.

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Apesar da crise, a aposta da SIC no reforço da ficção nacional, no final de 2010, agitou este mercado. Com as duas estações privadas a disputar elencos, assistimos à migração de vários rostos da TVI para a SIC, e a uma inflacção em alguns contratos. Nem a área da apresentação, produção e autoria escapou ao reforços dos plantéis (ver caixas).

Apesar de ter perdido alguns nomes para a SIC, a TVI mantém a maior carteira de exclusivos da ficção nacional, onde se incluem Alexandra Lencastre, Fernanda Serrano, Nuno Homem de Sá, Maria João Luís, Bárbara Norton de Matos, Pedro Lima, Dalila Carmo, Joana Solnado, José Carlos Pereira e Vera Kolodzig, entre muitos outros nomes. Mas a aposta da SIC levou a estação de Queluz a fazer novas aquisições. Uma delas foi Miguel Guilherme, que, aos 52 anos, assinou, pela primeira vez, um contrato de exclusividade com uma estação de televisão. "Gostei imenso de trabalhar com a TVI", revelou à ‘Correio TV’, falando da "gratificante" experiência que foi integrar o elenco da mini-série ‘Redenção’. "Deram-me a possibilidade de continuar a fazer teatro, o que é muito importante para mim. E, se calhar, aquela foi a altura certa para assinar um contrato como este", conclui Miguel Guilherme.

Nuno Homem de Sá que, ao lado de Alexandra Lencastre, protagonizou uma das mais bem sucedidas novelas de TVI, ‘Ninguém Como Tu’, tem um contrato de exclusividade de três anos com a TVI, e garante que a "segurança" é a maior vantagem deste vínculo. "Durante o tempo em que o contrato está em vigor, sabemos que temos sempre trabalho, mesmo que, entre novelas, estejamos parados algumas semanas. Ter exclusividade só nos traz vantagens, sobretudo nos tempos que correm. Além da segurança, é a alegria de saber que a estação gosta do nosso trabalho", conta Nuno Homem de Sá à ‘Correio TV’.

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Do lado da SIC, a aposta na ficção veio para ficar, e foi impulsionada pela contratação de Gabriela Sobral, ex-directora de ficção nacional da TVI, onde era braço direito de José Eduado Moniz. Depois de Gabriela Sobral, chegou a Carnaxide Patrícia Müller, autora de êxitos como ‘Deixa que Te Leve ‘ e ‘Mar de Paixão’, na TVI. Em Dezembro de 2010, foi a vez de Rogério Samora surpreender, ao se desvincular abruptamente da TVI, com quem ainda tinha contrato válido até meados de 2011, para se tornar actor exclusivo da SIC. Uma precipitação que levou a TVI a levantar um processo judicial ao actor. Ainda em Dezembro, Helena Laureano, Manuel Cavaco, João Ricardo e Custódia Gallelo assinaram contratos de exclusividade com a SIC. Já em Janeiro de 2011, não causou surpresa ver Joana Santos, a vilã de ‘Laços de Sangue’, e José Fidalgo tornarem-se exclusivos do canal de Carnaxide.

Maria João Abreu é uma das actrizes sem exclusividade, mas reconhece que ter um vínculo dá "segurança", enquanto "a estação de televisão sabe que pode contar com a disponibilidade do actor". E acrescenta: "um vínculo deste género também nos pode limitar um bocadinho porque algumas produtoras são pouco permeáveis à possibilidade de fazermos outros trabalhos. E, às vezes, pode aparecer um projecto interessante". Rosa do Canto, que integra o elenco da sitcom ‘Os Compadres’, na RTP 1, e o elenco da novela ‘Rosa Fogo’, na SIC, nunca teve vínculo de exclusividade com uma estação de televisão. "Sou freelancer. Trabalho para quem me paga", diz. "Mas a grande vantagem de ter exclusividade é sabermos que, depois de terminar um trabalho, não precisamos de nos preocupar com o próximo. Isso dá-nos alguma tranquilidade, porque todos temos contas para pagar. Mas ter exclusividade implica também estar disponível para aceitar tudo o que nos é proposto", conta à ‘Correio TV’.

Diana Chaves que, em Maio de 2008, trocou a TVI pela SIC. recorda que "a decisão de mudar de estação foi um momento difícil". Mas uma "proposta muito aliciante" levou-a deixar uma casa onde se sentia bem. "Fui sempre bem tratada e tenho as melhores recordações da TVI, mas há momentos na vida em que temos de arriscar, tomar decisões". Assim, assume ter feito "a escolha certa". "Sou feliz na SIC", diz à ‘Correio TV’ Diana Chaves acerca do contrato de cinco anos que assinou com a estação de Carnaxide.

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José Pedro Gomes, Nicolau Breyner e Pepê Rapazote são exemplos de actores sem exclusividade. Protagonista de ‘Pai à Força’, na RTP 1, e um dos actores de ‘Laços de Sangue’, na SIC, Pepê Rapazote "nunca" teve exclusividade e não sabe se aceitaria: "Dependeria do contrato, porque com este tipo de vínculo ficamos sempre um bocadinho confinados às novelas. Noventa por cento do trabalho é novela. Quando nos propõem exclusividade, é sinal de que gostam do nosso trabalho. E exclusividade significa segurança". Aos 70 anos, Nicolau Breyner faz os projectos que mais lhe agradam. Na TVI, gravou alguns episódios de ‘Remédio Santo’. Na RTP 1, conduziu o talk-show ‘Nico à Noite’. Em breve, e também no canal público, vai estrear a sitcom ‘Os Compadres’. Já José Pedro Gomes, actor quase exclusivamente dedicado ao teatro, fez uma incursão pontual no pequeno ecrã para liderar o elenco de ‘A Família Mata’, na SIC. *S.D.

Apesar da crise, a aposta da SIC no reforço da ficção nacional, no final de 2010, agitou este mercado. Com as duas estações privadas a disputar elencos, assistimos à migração de vários rostos da TVI para a SIC, e a uma inflacção em alguns contratos. Nem a área da apresentação, produção e autoria escapou ao reforços dos plantéis (ver caixas).

Apesar de ter perdido alguns nomes para a SIC, a TVI mantém a maior carteira de exclusivos da ficção nacional, onde se incluem Alexandra Lencastre, Fernanda Serrano, Nuno Homem de Sá, Maria João Luís, Bárbara Norton de Matos, Pedro Lima, Dalila Carmo, Joana Solnado, José Carlos Pereira e Vera Kolodzig, entre muitos outros nomes. Mas a aposta da SIC levou a estação de Queluz a fazer novas aquisições. Uma delas foi Miguel Guilherme, que, aos 52 anos, assinou, pela primeira vez, um contrato de exclusividade com uma estação de televisão. "Gostei imenso de trabalhar com a TVI", revelou à ‘Correio TV’, falando da "gratificante" experiência que foi integrar o elenco da mini-série ‘Redenção’. "Deram-me a possibilidade de continuar a fazer teatro, o que é muito importante para mim. E, se calhar, aquela foi a altura certa para assinar um contrato como este", conclui Miguel Guilherme.

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Nuno Homem de Sá que, ao lado de Alexandra Lencastre, protagonizou uma das mais bem sucedidas novelas de TVI, ‘Ninguém Como Tu’, tem um contrato de exclusividade de três anos com a TVI, e garante que a "segurança" é a maior vantagem deste vínculo. "Durante o tempo em que o contrato está em vigor, sabemos que temos sempre trabalho, mesmo que, entre novelas, estejamos parados algumas semanas. Ter exclusividade só nos traz vantagens, sobretudo nos tempos que correm. Além da segurança, é a alegria de saber que a estação gosta do nosso trabalho", conta Nuno Homem de Sá à ‘Correio TV’.

Do lado da SIC, a aposta na ficção veio para ficar, e foi impulsionada pela contratação de Gabriela Sobral, ex-directora de ficção nacional da TVI, onde era braço direito de José Eduado Moniz. Depois de Gabriela Sobral, chegou a Carnaxide Patrícia Müller, autora de êxitos como ‘Deixa que Te Leve ‘ e ‘Mar de Paixão’, na TVI. Em Dezembro de 2010, foi a vez de Rogério Samora surpreender, ao se desvincular abruptamente da TVI, com quem ainda tinha contrato válido até meados de 2011, para se tornar actor exclusivo da SIC. Uma precipitação que levou a TVI a levantar um processo judicial ao actor. Ainda em Dezembro, Helena Laureano, Manuel Cavaco, João Ricardo e Custódia Gallelo assinaram contratos de exclusividade com a SIC. Já em Janeiro de 2011, não causou surpresa ver Joana Santos, a vilã de ‘Laços de Sangue’, e José Fidalgo tornarem-se exclusivos do canal de Carnaxide.

Maria João Abreu é uma das actrizes sem exclusividade, mas reconhece que ter um vínculo dá "segurança", enquanto "a estação de televisão sabe que pode contar com a disponibilidade do actor". E acrescenta: "um vínculo deste género também nos pode limitar um bocadinho porque algumas produtoras são pouco permeáveis à possibilidade de fazermos outros trabalhos. E, às vezes, pode aparecer um projecto interessante". Rosa do Canto, que integra o elenco da sitcom ‘Os Compadres’, na RTP 1, e o elenco da novela ‘Rosa Fogo’, na SIC, nunca teve vínculo de exclusividade com uma estação de televisão. "Sou freelancer. Trabalho para quem me paga", diz. "Mas a grande vantagem de ter exclusividade é sabermos que, depois de terminar um trabalho, não precisamos de nos preocupar com o próximo. Isso dá-nos alguma tranquilidade, porque todos temos contas para pagar. Mas ter exclusividade implica também estar disponível para aceitar tudo o que nos é proposto", conta à ‘Correio TV’.

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Diana Chaves que, em Maio de 2008, trocou a TVI pela SIC. recorda que "a decisão de mudar de estação foi um momento difícil". Mas uma "proposta muito aliciante" levou-a deixar uma casa onde se sentia bem. "Fui sempre bem tratada e tenho as melhores recordações da TVI, mas há momentos na vida em que temos de arriscar, tomar decisões". Assim, assume ter feito "a escolha certa". "Sou feliz na SIC", diz à ‘Correio TV’ Diana Chaves acerca do contrato de cinco anos que assinou com a estação de Carnaxide.

José Pedro Gomes, Nicolau Breyner e Pepê Rapazote são exemplos de actores sem exclusividade. Protagonista de ‘Pai à Força’, na RTP 1, e um dos actores de ‘Laços de Sangue’, na SIC, Pepê Rapazote "nunca" teve exclusividade e não sabe se aceitaria: "Dependeria do contrato, porque com este tipo de vínculo ficamos sempre um bocadinho confinados às novelas. Noventa por cento do trabalho é novela. Quando nos propõem exclusividade, é sinal de que gostam do nosso trabalho. E exclusividade significa segurança". Aos 70 anos, Nicolau Breyner faz os projectos que mais lhe agradam. Na TVI, gravou alguns episódios de ‘Remédio Santo’. Na RTP 1, conduziu o talk-show ‘Nico à Noite’. Em breve, e também no canal público, vai estrear a sitcom ‘Os Compadres’. Já José Pedro Gomes, actor quase exclusivamente dedicado ao teatro, fez uma incursão pontual no pequeno ecrã para liderar o elenco de ‘A Família Mata’, na SIC.

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