Afinsa quer ver contas bancárias
A Afinsa Sociedade Filatélica exigiu ontem no Tribunal de S. João Novo, Porto, o levantamento do sigilo bancário de Vasco Lourinho. O ex-correspondente da RTP em Madrid é acusado de ter desviado 65 mil euros da empresa, onde trabalhou como director em Portugal, depois de sair em litígio da televisão pública.<br/><br/>
Lourinho continuou ontem a rejeitar mostrar de livre vontade o extracto das contas bancárias que possui em Portugal e em Espanha. A empresa quer provar que o ex-jornalista se apropriou indevidamente, entre 2000 e 2001, de largas somas de dinheiro da Afinsa Bienes Tangibles, em Madrid, e da participada Afinsa Portugal.
Após um duro braço-de-ferro jurídico entre as partes que durou toda a manhã e a tarde, o colectivo de juízes decidiu suspender a sessão. A decisão será conhecida a 9 de Outubro, em nova audiência.
O advogado da Afinsa, Luís Barros de Figueiredo, juntou ainda 24 novos documentos ao processo e pediu para que seja chamado a depor o antigo presidente da firma, Alberto Figueiredo, de quem Lourinho diz ter recebido poderes para movimentar o dinheiro da Afinsa. "Não tinha de prestar contas a ninguém. Eu era o chefe, o director", explicou o antigo correspondente, sorrindo aos juízes.
O advogado de Lourinho disse que a quebra de sigilo bancário "é uma intromissão na reserva da vida privada", por existirem mais movimentos, além daqueles que querem investigar.
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