AGORA VAI SER A DOER
Nunca teve aulas de canto nem é frequentadora assídua de karaokes ou concursos musicais, embora tenha chegado a fazer um "casting", aos 12 anos, para participar no "Bravo, Bravíssimo". As grandes paixões de Débora Gonçalves, uma das dez finalistas do programa "Ídolos", são mesmo o basquetebol e sair com os amigos, principalmente quando o "programa" é uma "bela noite a dançar numa discoteca". E a música, claro.
"Concorri ao 'Ídolos' só para não me arrepender, no futuro, de nunca ter tentado singrar na música. Cantar é um dos meus maiores sonhos, mas nunca me dediquei a sério. Antes do programa só cantava no banho e para os colegas na escola", contou ao CM a tímida Débora, de 18 anos, para quem a vida deu uma verdadeira reviravolta depois de ter mostrado o seu talento para o País inteiro.
"Antes de concorrer, o meu tempo era dividido entre a escola e o basquetebol, mas agora tenho a agenda cheia de compromissos. Desde entrevistas a ensaios", afirmou a concorrente que, paralelamente, "dá graças" por não ter conseguido entrar este ano para a faculdade. "Candidatei-me ao curso de Publicidade e Marketing, mas não consegui entrar. Ainda bem, porque desta forma tenho tempo para me dedicar inteiramente à música, pelo menos durante um ano", explicou.
Sobre a sua participação no concurso, a cantora confessou que "nunca esperou sequer chegar à fase final" e enalteceu a preciosa ajuda dos 'workshops' promovidos pela produção: "As aulas de canto, sobretudo, ajudaram-me muito a chegar aqui". Pensando nas galas finais que se aproximam, Débora garantiu que "não é muito nervosa mas, pela primeira vez, sente uma grande ansiedade a crescer dentro do peito".
"Agora vai ser a doer. Vamos ter público, vai ser tudo em directo. Espero estar bem preparada para tudo isso. De qualquer forma, já estou muito contente só pelo facto de estar entre os finalistas ", confessou.
Os ídolos de Débora são "Mariah Carey, Toni Braxton e Sara Tavares" e os "estilos musicais de eleição o R & B e a soul". Era precisamente esta linha musical que Débora gostaria de seguir, caso tivesse a oportunidade de construir uma carreira. Apoios, pelo menos, não lhe faltam, nem por parte de familiares e amigos, nem tão pouco por parte dos profissionais, como o jurado Luís Jardim, que na mini-gala onde Débora foi apurada chegou mesmo a dizer-lhe que "se ninguém em Portugal estivesse interessado no talento da jovem, a levaria para Londres para gravar um disco".
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