‘Apagão’ desligou TV a 217 pessoas
O fim do sinal analógico no emissor de Palmela e nos retransmissores de Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra deixou 217 pessoas sem TV. Os números da ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) reflectem as queixas recebidas entre quinta-feira e domingo sobre a chegada da Televisão Digital Terrestre (TDT).<br/><br/>
Para a ANACOM, a maioria destes telespectadores "não tinha tomado medidas para continuar a ver televisão, nomeadamente ainda não tinha adquirido um descodificador ou um kit satélite". O regulador faz, de resto, um "balanço muito positivo" da primeira fase do processo.
Pedro Silva, da Deco, diz que "o que acontece é que a população não está informada" e que "são mais de 1,3 milhões as famílias que não estão preparadas" para a TDT.
Entretanto, continuam a surgir algumas críticas. José Brito, presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, disse à Lusa que o concelho vai sofrer "um apagão analógico e digital" causados pela má cobertura da TDT, acrescentando que o processo revela "uma falta de consideração por este concelho e pelo Interior". Já em Orbacém, no concelho de Caminha, uma das zonas que poderá ficar sem acesso a qualquer canal, a junta de freguesia anunciou um investimento na ordem dos sete mil euros para a instalação de um retransmissor novo com capacidade para captar a Televisão Digital Terrestre.
O próximo emissor a ser desligado é Fóia-Monchique, a 23 de Janeiro, afectando, entre outros, retransmissores de Santiago do Cacém, Odemira e Silves.
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