APDC apresenta seis medidas tecnológicas para melhorar o Estado

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) apresentou hoje, durante o seu 21.º Congresso, que termina amanhã no Centro de Congressos de Lisboa, um conjunto de seis iniciativas tecnológicas que considera fundamentais para a reforma estrutural do País, e que prevê possam poupar 11 mil milhões de euros ao Estado.

23 de novembro de 2011 às 16:47
apdc, tecnologia, telecomunicações, estado, administração pública Foto: Vítor Mota
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A APDC defende, como primeira iniciativa, a criação de uma base tecnológica que reúna “as várias  e díspares fontes de dados financeiros”, iniciativa que permitiria aumentar em cerca de 40% as taxas de indentificação de casos de fraude e aumentar o potencial de resposta de sectores como a saúde e a segurança social.

A segunda iniciativa passa pela eliminação de centros de dados redundantes, o que permitiria aumantar a eficiência dos sistemas informáticos do Estado e reduzir os custos.

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Em terceiro plano, a APDC defende a implementação de um sistema de Gestão Integrada do Património do Estado, que possibilitaria uma melhor gestão dos imóveis da Adminstração Pública, tornando-os “inteligentes, com redução dos custos de energia e optimização da vida útil dos bens”.

Em quarto lugar, o documento sugere um exponenciamento da partilha de serviços, eliminando a necessidade de cada entidade pública “ter as suas próprias operações de Tecnologias de Informação, de Compras, de Finanças e Contabilidade ou de Recursos Humanos”.

A quinta iniciativa passa pela melhoria da comunicação entre os sistemas dos vários organismos do Estado de forma a acelarar a agilidade, partilha e eficiência de informações.

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A sexta e última proposta passa pela digitalização dos processos que os organismos públicos têm em arquivos físicos, eliminando custos associados à sua manutenção e gestão.

Apesar de considerar que estas iniciativas “não são, por si só, a solução” para o país ultrapassar a crise, a APDC afirma que as propostas apresentadas “desempanharão um papel crucial nas reformas necessárias para que Portugal tenha um futuro inovador e de crescimento”, acrescentando, no documento apresentado durante o congresso, que as medidas, a serem adoptadas, resultariam “em produtos e serviços de maior qualidade, traduzindo-se em redução de custos”.

Recorde-se que o secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, manifestou, esta manhã, disponibilidade para discutir as propostas da APDC para redução de custos na Administração Pública.

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