Arquivado processo de Sócrates contra a TVI

O processo por difamação que o primeiro ministro interpôs em março do ano passado contra cinco jornalistas da TVI, incluindo o então director-geral da estação, José Eduardo Moniz, foi hoje arquivado pelo Ministério Público, confirmaram à Lusa dois dos jornalistas envolvidos. Admitindo "não estar surpreendida", a jornalista Ana Leal - autora da notícia que deu origem ao processo - defendeu que o arquivamento do processo "só vem provar que nós fazemos notícias sérias e rigorosas".

06 de julho de 2010 às 20:21
Arquivado processo de Sócrates contra a TVI Foto: Miguel A. Lopes/Lusa
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Ana Leal sublinhou ainda que nunca perdeu um processo judicial e afirmou que a decisão mostra que as notícias da TVI são "feitas de forma inquestionável". Também o jornalista Carlos Enes, outro dos visados na queixa, disse à Lusa não se ter surpreendido com a decisão. "Sempre tive consciência profissional das peças que fizemos, que são factualmente indesmentíveis", assinalou. A queixa era "abstrata" e "não apontava nenhum facto concreto" que permitisse ao Ministério Público dizer "onde é que tinha havido difamação contra o primeiro ministro", assinala o jornalista, que questiona o porquê de "tanto tempo" no arquivamento do caso.

Carlos Enes questiona também "o que é que teria valido um arquivamento do Ministério Público" em tempo mais útil na "proteção do Jornal de Sexta". A queixa de José Sócrates remonta a março de 2009 e foi feita contra 5 jornalistas da TVI: Manuela Moura Guedes, Ana Leal, Carlos Enes, Júlio Barulho e o então diretor geral da estação, José Eduardo Moniz. A queixa foi feita depois de a TVI ter exibido no 'Jornal Nacional de 6ª' uma peça a gravação de uma conversa entre um administrador do Freeport, o empresário Charles Smith, e o funcionário João Cabral. "Tendo tomado conhecimento da divulgação pela TVI de uma gravação contendo referências ao meu nome, a propósito do caso Freeport, esclareço o seguinte: No que me diz respeito, essas afirmações são completamente falsas, inventadas e injuriosas", disse na altura Sócrates, cujo nome foi invocado por Charles Smith como envolvido em contrapartidas financeiras.

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No comunicado, o chefe do Governo reiterou desconhecer Charles Smith: "Reafirmo, mais uma vez, que não conheço o Sr. Charles Smith, nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport". "Quero repudiar, com veemência, todas as referências que procuram envolver-me, direta ou indiretamente, em qualquer comportamento ilícito, ou menos próprio, a propósito do caso Freeport", acrescentou o primeiro ministro. A Lusa tentou contactar os restantes jornalistas, mas, até ao momento, não foi possível.

Ana Leal sublinhou ainda que nunca perdeu um processo judicial e afirmou que a decisão mostra que as notícias da TVI são "feitas de forma inquestionável". Também o jornalista Carlos Enes, outro dos visados na queixa, disse à Lusa não se ter surpreendido com a decisão. "Sempre tive consciência profissional das peças que fizemos, que são factualmente indesmentíveis", assinalou. A queixa era "abstrata" e "não apontava nenhum facto concreto" que permitisse ao Ministério Público dizer "onde é que tinha havido difamação contra o primeiro ministro", assinala o jornalista, que questiona o porquê de "tanto tempo" no arquivamento do caso. Carlos Enes questiona também "o que é que teria valido um arquivamento do Ministério Público" em tempo mais útil na "proteção do Jornal de Sexta". A queixa de José Sócrates remonta a março de 2009 e foi feita contra 5 jornalistas da TVI: Manuela Moura Guedes, Ana Leal, Carlos Enes, Júlio Barulho e o então diretor geral da estação, José Eduardo Moniz. A queixa foi feita depois de a TVI ter exibido no 'Jornal Nacional de 6ª' uma peça a gravação de uma conversa entre um administrador do Freeport, o empresário Charles Smith, e o funcionário João Cabral. "Tendo tomado conhecimento da divulgação pela TVI de uma gravação contendo referências ao meu nome, a propósito do caso Freeport, esclareço o seguinte: No que me diz respeito, essas afirmações são completamente falsas, inventadas e injuriosas", disse na altura Sócrates, cujo nome foi invocado por Charles Smith como envolvido em contrapartidas financeiras. No comunicado, o chefe do Governo reiterou desconhecer Charles Smith: "Reafirmo, mais uma vez, que não conheço o Sr. Charles Smith, nem nenhum dos promotores do empreendimento Freeport". "Quero repudiar, com veemência, todas as referências que procuram envolver-me, direta ou indiretamente, em qualquer comportamento ilícito, ou menos próprio, a propósito do caso Freeport", acrescentou o primeiro ministro. A Lusa tentou contactar os restantes jornalistas, mas, até ao momento, não foi possível.

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