Assassínio de jornalista está a chocar o Mundo
Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, investigava casos de corrupção e foi morta por uma bomba colocada no seu carro.
A morte da jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, está a gerar uma onda de indignação internacional. A repórter, que integrava o consórcio de jornalistas que investiga os Papéis do Panamá, foi assassinada segunda-feira em Bidnija, Malta, por uma bomba colocada no seu carro.
O primeiro-ministro Joseph Muscat, que foi acusado de corrupção (através da mulher, Michelle Muscat) por Galizia, assim como por vários membros do governo e da oposição, classificou a morte da repórter como um "ato bárbaro". "Não pararei enquanto a justiça não foi feita", declarou Muscat, que já foi jornalista.
Contudo, o filho de Daphne, Matthew, também ele do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, acusou o governo de "cumplicidade" no crime e denunciou a "cultura de impunidade" no país. "A minha mãe foi assassinada porque se interpunha entre o Estado de direito e quem pretende violá-lo", disse.
A Comissão Europeia declarou estar "horrorizada" com o assassinato e pediu "que seja feita justiça". Os EUA também condenaram o caso e garantiram a ajuda do FBI na investigação. O governo maltês apelou à colaboração de todos os países europeus por considerar que "boa parte do caso está fora do país".
Daphne Galizia era a mais popular jornalista do seu país. Além dos casos envolvendo figuras de destaque em Malta, investigava temas internacionais, como o narcotráfico e contrabando de petróleo da Líbia.
A revista ‘Politico’ colocou-a entre as "28 personalidades que fazem mexer a Europa".
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