Audiências: Noticiários da SIC e TVI com mais 400 mil espectadores

<div align="justify">O consumo televisivo disparou em Portugal. Só no horário nobre há mais 600 mil pessoas a ver o pequeno ecrã. A TVI reforça liderança nas manhãs e tardes, e a RTP continua em queda</div>

16 de junho de 2013 às 08:30
televisão, tv, audiências, caem, rtp, judite sousa, clara de sousa, jornal da noite, jornal das 8 Foto: Arquivo CM
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Desde que a GfK começou a medir as audiências em Portugal, que o consumo televisivo não pára de aumentar. SIC e TVI são os grandes beneficiados, assim como a TV por cabo. Já os dois canais públicos continuam a perder grande parte do seu público.

A Correio TV analisou os números de audiências entre março e maio deste ano, comparando-os com os mesmos meses de 2012 (os primeiros desde que sistema de medição da GfK começou a ser usado em Portugal), e as conclusões apontam todas no mesmo sentido. Há mais gente a ver televisão em Portugal, seja no total dia ou no horário nobre.

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No total dia, entre março e maio desde ano, a audiência média televisiva ultrapassou os 2 milhões de pessoas, uma subida de 258 400 espectadores face aos mesmos meses de 2012. Neste período, a SIC ganhou 67 500 espectadores, atingindo uma média de 454 700 pessoas, o que equivale a um share de 22,5%.

Apesar do bom comportamento, os resultados do canal de Carnaxide foram insuficientes para alcançar a TVI, que acabou por reforçar a liderança. A estação de Queluz conquistou 81 200 espectadores, atingindo uma média de 507 900, o que representa um share de 25,1%.

Em sentido contrário, os canais da RTP perderam público. A RTP 1 teve menos 6700 espectadores, e a RTP 2 perdeu 4100. As duas estações públicas somadas têm uma audiência média de 289 900 pessoas. Já o cabo continua a reforçar a sua posição, conquistando129 700 espectadores e alcançando um share de 28,1%.

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No horário nobre (das 20h00 às 24h00), a tendência é similar. Entre março e maio deste ano, e comparando com os mesmos meses de 2012, o consumo televisivo ultrapassou os 4,5 milhões de espectadores, uma subida de quase 600 mil pessoas. Também aqui, o conjunto dos canais cabo está em grande, ao ganhar 254 700 espectadores, o que significa um share de 24,1%.

Apesar da grande subida, no chamado prime time, o cabo ainda não consegue bater os dois canais privados. Neste período, a SIC conquistou 290 900 espectadores, para uma média de 1 256 700 pessoas e 27,8% de share. Apesar de ganhar mais do que o concorrente direto, a TVI continua líder no horário nobre. A estação fechou estes três meses com uma média  de 1 287 100 espectadores (mais 186 200), com 28,5% de share.

Na análise aos principais programas de informação, o 'Jornal das 8', da TVI, é o grande vencedor. O formato apresentado por José Alberto Carvalho e Judite Sousa atin-giu uma média de 1 237 700 espectadores (26,5% de share) entre março e maio deste ano, uma subida de 214 400 pessoas em comparação com o mesmo período do ano passado.

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O ‘Jornal da Noite', da SIC, com Rodrigues Guedes de Carvalho e Clara de Sousa na liderança, ocupa o segundo posto, com uma média de 116 3800 pessoas (25% de share), um ganho de 190 600 espectadores. Por fim, surge o ‘Telejornal', da RTP 1. Apesar dos vários ajustes ao painel da GfK, o noticiário que tem como pivô principal José Rodrigues dos Santos perde 7800 espectadores. O espaço de informação apresenta uma média de 702 500 espectadores (15,3%) de share.

Nos noticiários da tarde, a classificação é igual. ‘O Jornal da Uma', da TVI, é líder, com 710 300 espectadores (mais 122 500) e um share de 28,3%. O espaço de informação do canal de Queluz é seguido pelo ‘Primeiro Jornal', da SIC, que neste período conquistou 86 400 espectadores, atingindo uma média de 621 900 (24,8% de share).

Já o ‘Jornal da Tarde', da RTP 1, é um dos poucos espaços do canal público a conquistar audiências, subindo a sua média em 96 200 pessoas, para um total de 522 400. O share de 20% conquistado por este noticiário é também um dos resultados mais elevados da estação pública de televisão.

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A TVI reforçou a liderança na informação, mas também no entretenimento, sobretudo nos talk shows diários, onde é cada vez mais ‘rei e senhor'. Nas manhãs, o ‘Você na TV!', conduzido por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira, atingiu uma média de audiência de 425 100 espectadores (31,5% de share), um ganho de 51 200 pessoas. Desta forma, a dupla consegue ter mais audiências do que a soma dos seus dois concorrentes.

‘Querida Júlia', com Júlia Pinheiro na apresentação, garantiu mais 21 600 espectadores, chegando à média de 221 900 (16,2% de share). Já ‘Praça da Alegria', com a nova dupla de apresentadores formada por João Baião e Tânia Ribas de Oliveira, que substituiu Jorge Gabriel e Sónia Araújo, chegam aos 175 100 (13,3% de share). Apesar de seguir em último, este é dos poucos formatos da RTP a melhorar o seu registo, com um ganho de 13 800 espectadores.

Nas tardes, Fátima Lopes é ainda mais expressiva na conquista de espectadores. ‘A Tarde é Sua' foi vista por mais 99 200 pessoas, ultrapassando a média diária de 415 mil espectadores (23,1% de share). Em sentido contrário, os rivais da apresentadora perderam público. ‘Boa Tarde', de Conceição Lino, foi visto por menos 31 300 pessoas, apresentando uma plateia média de 241 400 espectadores (13,5% de share), um dos registos mais baixos do canal de Carnaxide).

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Já ‘Portugal no Coração', agora apresentado por José Carlos Malato e Marta Leite Castro (que ocupou o lugar da anterior dupla, João Baião e Tânia Ribas de Oliveira, que transitaram para as manhãs), perdeu 54 300 pessoas do seu público. O talk show fechou o período entre março e maio com uma média de 180 600 espectadores (10,7%) de share.

A polémica: Marktest vs. GfK

Em março de 2012, a Gfk substitui a Marktest, e começa a medir as audiências em Portugal. Desde logo, estala a polémica, com a RTP a criticar o sistema. A TVI junta-se ao canal público e rompe com a GfK.

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É realizada uma auditoria, e a empresa faz ajustes ao painel, que começa a funcionar em pleno em março deste ano. Contudo, a pretensão da RTP e TVI de uma validação externa às alterações é recusada pela CAEM, o que leva os canais a abandonarem esta comissão.

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