AUTO-REGULAÇÃO NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Na sessão de abertura da conferência ‘Reflexões sobre a Regulação do Sector da Comunicação Social em Portugal’, ontem, em Lisboa, o presidente da Assembleia da República, Mota Amaral, defendeu a "adopção de mecanismos de auto-regulação" para a comunicação social. Aliás, uma posição partilhada pelos membros do painel que identificou as questões mais relevantes do mercado.

11 de dezembro de 2003 às 00:00
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Destaque para a posição do administrador da Impresa, Luís Vasconcellos , "a favor de menos legislação no sector", sem deixar de considerar "desejável" a criação de uma entidade reguladora “independente política e financeiramente".

João Palmeiro, da AIND, afirmou ao CM que "uma entidade reguladora única não é a melhor solução para os interesses da imprensa". Uma opinião com eco na voz de Teresa Ribeiro, do Instituto de Comunicação Social (ICS), que defende um modelo distinto para ‘controlar’ telecomunicações e media.

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Pedro Morais Leitão, da Media Capital, referiu ainda o modelo regulador britânico como um padrão a seguir, assente na parceria de entidades similares à ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) e ICS com um organismo regulador. Pedro Braumamnm, da estação pública – que se esquivou a esclarecer a postura da RTP –, optou pela identificação prévia de vantagens e desvantagens da criação de uma tal entidade.

Para a sessão de encerramento estava prevista a presença de Morais Sarmento, ministro da Presidência, que, por questões de agenda, não compareceu. No entanto, no mesmo dia disse que “a regulação depende de saber se temos ou não um processo de revisão constitucional que a inclua”.

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