Beijo gay é atracção em séries de humor

As séries de humor da SIC ‘Aqui Não Há Quem Viva’ e ‘7 Vidas’ vão apostar em beijos gay para fazer rir os portugueses. O actor Jorge Mourato (veste a pele de ‘Toni’) e um figurante beijam-se hoje, no segundo daqueles formatos, e, sexta-feira, será a vez de Luís Gaspar (‘Gustavo’) e Diogo Morgado (’Fernando’) protagonizarem cena idêntica no outro programa.

04 de junho de 2006 às 00:00
Beijo gay é atracção em séries de humor Foto: Bruno Colaço
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Os dois momentos históricos da televisão portuguesa não passarão, contudo, segundo Teresa Guilherme (directora da ficção nacional da SIC), de “situações cómicas, sem qualquer carga sexual”. No entanto, a decisão de mostrar o beijo gay em ‘Aqui Não Há Quem Viva’ mereceu alguma ponderação da direcção da estação, que não quis chocar os telespectadores. “É uma coisa muito cómica, não é o mesmo que se passou numa novela do Brasil, em que havia ali uma intensidade dramática. Não tem carga sexual”, diz a responsável ao CM.

Em ‘Aqui Não Há Quem Viva’, Morgado e Gaspar vestem a pele de um casal gay. Mas o mesmo não acontece com Mourato em ‘7 Vidas’. “O episódio de hoje é hilariante. Numa brincadeira, o ‘Toni’ beija um moreno de cabelos compridos e fica a pensar que, se calhar, é gay, porque gostou...”, diz Teresa Guilherme, acrescentando que o desfecho da cena do beijo em ‘Aqui Não Há Quem Viva’ “é altamente cómico”.

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Defendendo que as pessoas “não ficarão chocadas”, Teresa refere ainda que é importante reflectir sobre este tema, mas “numa novela ou numa série que não seja para rir”.

FUTURO EM ESPANHA POR DEFINIR

O futuro da série ‘Aqui Não Há Quem Viva’ em Espanha está por decidir e ainda é desconhecido se poderá afectar a produção no nosso país. Tudo porque o canal Tele 5 comprou 15% da produtora de José Luis Moreno, Miramón Mendi (autora da produção), e o contrato exige exclusividade ao artista.

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Refira-se que Moreno deveria acordar este Verão a continuidade da série na Antena 3. Este facto, porém, não assusta Teresa Guilherme, uma vez que a SIC comprou já 52 episódios, mas a responsável vai acautelar-se. “Creio que não há problema, mas vou saber se isso pode trazer alterações ou se é bom acrescentar alguma cláusula no nosso contrato. Vamos querer comprar a série até ao fim”, conclui.

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