Bonecos irreverentes 'beliscaram' políticos

Quando estreou na RTP, o ‘Contra’ foi alvo de “pressões”. Resistiu quase 15 anos. Último programa chega quinta-feira.

04 de dezembro de 2010 às 00:00
Bonecos irreverentes 'beliscaram' políticos Foto: d.r.
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Desde a sua estreia, há quase 15 anos, que o ‘Contra' causou polémica e sofreu pressões políticas. Após o anúncio do fim do formato de humor, o ex-ministro Jorge Coelho, o primeiro político a contracenar com o boneco que o caricaturava no ‘Contra-Informação', revela algumas das pressões: "Na altura tinha funções de responsabilidade na tutela da área da Comunicação Social e havia fortes pressões políticas contra o programa. Contracenei então com o meu boneco. Foi um sinal da solidariedade para com o projecto e uma forma de demonstrar que o País tinha de ter capacidade de rir de si mesmo", conta à Correio TV. O ex-ministro lembra que, nesse tempo, a Mandala estava instalada numa pequena cave, em Linda-a-Velha, e "a cada gravação era preciso desligar o ar condicionado".

Depois de quase 15 anos de emissão, Jorge Coelho entende que o fim do ‘Contra-Informação' representa "uma mudança de ciclo" e saúda Mafalda Mendes de Almeida, a produtora, e toda a equipa do ‘Contra' que "durante anos criaram condições para que os políticos passassem a ter uma imagem mais positiva junto do cidadão".

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Paulo Portas, outra das personalidades políticas caricaturadas pelo ‘Contra', entende também que "tudo tem um fim" até porque, sublinha, "é muito difícil manter a constância do nível do humor e da criatividade". Mas assegura: "Gostava muito do ‘Tortas'! E divertia-me imenso a ver o programa". Também Manuela Moura Guedes lamenta o fim do formato, "um dos poucos programas que ainda via".

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