Carlos Magno quer ouvir Miguel Relvas no Parlamento
A deliberação da ERC que não deu como provado que o ministro Miguel Relvas tenha exercido pressões ilícitas sobre o jornal ‘Público’ esteve hoje em análise no programa da SIC Notícias, com Carlos Magno como convidado da semana.
O presidente da ERC concordou que o ministro deve ser ouvido na Assembleia da República e defendeu o relatório, mas também admitiu ter falhado porque não ter conseguido reunir consenso.
"O documento foi melhorado, mas não o suficiente para aproximar os colegas Arons de Carvalho e Rui Gomes. Não vou reproduzir o que me disse o colega Arons, mas posso dizer que não houve um único contributo de quem votou contra, nem numa vírgula", acusa Carlos Magno.
Pacheco Pereira pediu ao presidente do regulador que mostrasse aos espectadores da SIC Notícias a página do CM com o título "A ERC revelou a sua inutilidade" [citação da directora do 'Público', Bárbara Reis]. "Eu diria a ‘ERC mostrou a sua inutilidade'" afirmou o comentador.
"A ERC é um instrumento que corresponde às maiorias. Há muito que defendo a extinção da ERC. E esta ERC foi escolhida em pacote, mas não para resolver este caso do ministro e sim para a privatização de um canal da RTP", disse Pacheco Pereira. "O relatório é destinado a ilibar Miguel Relvas", concluiu.
ANTÓNIO COSTA DIZ QUE O 'PÚBLICO' MORREU COM SAÍDA DE VICENTE JORGE SILVA
António Costa, por seu turno, disse que o relatório "fala em censura", acrescentando, contudo, não dar qualquer "credibilidade ao Conselho de Redacção do ‘Público', que trata dos assuntos em função da cor partidária".
O presidente da Câmara de Lisboa afirmou ainda que "o ‘Público' morreu quando o Vicente Jorge Silva saiu". De resto, considerou: "Estamos perante matéria política relevante, porque estamos a falar do elemento mais forte do Governo, que se tem revelado o elo mais fraco."
Para o edil, Miguel Relvas sai "manchado deste episódio" e a "ERC falhou este teste, como o 3/2 [entre votos a favor e contra] mostra. Acho que começou mal este mandato".
António Lobo Xavier procedeu a algumas considerações do ponto de vista jurídico, ainda assim disse "não gostar da ERC, apesar de ter sido sempre dirigida por amigos".
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