Conteúdos on-line pagos como uma taxa

A rentabilização dos meios de comunicação social através do recurso às plataformas ‘on-line’ é inevitável para vários responsáveis do sector dos media em Portugal, mas a maneira de o conseguir está longe de ser consensual.

03 de janeiro de 2010 às 00:30
Conteúdos on-line pagos como uma taxa Foto: Natália Ferraz
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O presidente do Observatório da Comunicação (Obercom), Gustavo Cardoso,  sugeriu a criação de uma taxa a pagar na factura do serviço de Internet e a distribuir pelos fornecedores de conteúdos, como alternativa  ao pagamento pelo acesso a conteúdos on-line.  Mas, vários responsáveis do sector dos media manifestaram interesse em começar a cobrar esse mesmo acesso. É o caso do presidente da Cofina, que detém o Correio da Manhã. Paulo Fernandes já disse querer que o seu grupo seja o primeiro a cobrar e  defendeu que a posição deve ser assumida por todas as empresas do sector.

"Os grupos têm de estar unidos e coesos porque se um cobra e o outro  não, não funciona", disse na altura o presidente do grupo que detém, entre outros títulos, o ‘Correio da Manhã’, ‘Jornal de Negócios’ e a revista ‘Sábado’.

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No ano que agora acabou, a Impresa, grupo que detém a SIC, ‘Visão’ e ‘Expresso’, criou um grupo de trabalho para estudar o tema, mas até agora nenhuma decisão foi tomada. José Freire, director de Planeamento Estratégico do grupo de Pinto  Balsemão, referiu a propósito que no futuro "as receitas de publicidade  na Internet não vão chegar" e que "o caminho tem que ser nos conteúdos pagos".

O ‘Expresso’ já funciona com assinatura. A edição impressa do semanário  está acessível 'on-line' para assinantes, assim como o desportivo ‘A Bola’  e o ‘Diário Económico’. Também o ‘Público’ cobra pelo acesso a alguns conteúdos. Apenas partes da edição impressa estão disponíveis a todos os leitores. Os editoriais,  crónicas e artigos de opinião só podem ser consultados por assinantes do  jornal do grupo Sonae. 

O presidente do grupo editorial News Corporation, Rupert Murdoch, é, a nível internacional, o maior defensor da cobrança de acesso aos conteúdos  'on-line' de jornais. E começa já este ano. Murdoch vai começar a cobrar  pelo acesso aos conteúdos 'online' dos vários jornais que detém.

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Além de vários títulos australianos, estão sob a alçada de Rupert Murdoch  os britânicos ‘The Times’, ‘The Sunday Times’ e ‘The Sun’, e os norte-americanos  ‘New York Post’ e ‘The Wall Street Journa’l, entre muitos outros títulos.

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