Documentário agita convicções cristãs
Ainvestigação realizada às ossadas de um túmulo descoberto em 1980, em Jerusalém, relançou a polémica suscitada em 2003 pelo romance ‘O Código Da Vinci’, de Dan Brown. No próximo domingo, a seguir ao ‘Jornal da Noite’, a SIC exibe o documentário ‘O Código de Cristo, o Túmulo Perdido’, produzido por James Cameron, realizador do filme ‘Titanic’.
Alguns peritos admitem a possibilidade de se estar em presença dos restos mortais da família de Jesus. No entanto, os resultados de análises de ADN realizadas no Canadá deixam concluir, segundo o narrador, que Jesus e Maria Madalena seriam provavelmente marido e mulher, o que contraria os cânones cristãos. O recheio do túmulo, actualmente depositado numa cave do Museu de Israel, é constituído essencialmente por nove dos dez ossários encontrados no seu interior. Num dos caixões lê-se a inscrição ‘Jesus, filho de José’. A narrativa do documentário, conduzida pelo realizador Simcha Jacobivici, pretende levar o telespectador a encarar alguns cenários religiosos numa perspectiva histórica. Não há, no entanto, conclusões inequívocas.
Feito com recurso a investigação científica, o documentário de uma hora e 40 minutos de duração não foi transmitido na Páscoa para evitar susceptibilidades. O director de Programas da SIC, Francisco Penim, admite que a exibição “possa provocar polémica”. O programa será seguido da transmissão de um debate em que participam o padre Carreira das Neves e a antropóloga Eugénia Cunha, cujo nome está ligado a diligências realizadas para a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques com o objectivo de reconstruir o seu perfil biológico.
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