'ELE É UM PINGA-AMOR'
Pedro Lima dá vida a André Silveira, um empresário bonitão e abastado que arrasa corações na nova telenovela da TVI. Nas primeiras imagens de “Coração Malandro”, André está prestes a casar com Paula (Sandra Celas), mas a verdade é que ninguém sabe se esse casamento se concretiza.
Nem o próprio actor. “Só sei que ela chegou à igreja”, diz a rir. Além de Paula, com quem irá ou não casar, André teve uma ligação anterior com Mónica (Sofia Grillo), a dona da empresa de que é sócio gerente e sua primeira mulher, e também com Carla (Patrícia Bull), a amante que dispensou quando se apaixonou pela jovem executiva.
“Este personagem tem duas vertentes distintas. A profissional – é um líder, gere a empresa de têxteis de que é sócio e cedo se apercebeu que o mundo dos negócios é , por vezes, hipócrita, por isso representa uma determinada personagem, fria, pragmática e desagradável – e a afectiva – é um indivíduo que não gosta de ninguém, só gosta dele e por isso é, de certa forma, um pinga-amor”, revela. Segundo o actor, o final deste tipo de personagens é, normalmente, sozinho. “Acho que fazia sentido ele ficar só. Era justo”, confessa.
“Não creio que a princípio o André estivesse apaixonado pela Paula. Como ela lhe dava para trás no inicio, isso estimulava-o e incentivava-o a correr atrás dela e a dominá-la. Só que ela não se deixava dominar enquanto ele não se portasse bem. Muitas vezes o André fazia crer que tinha mudado mas acabava por se descobrir mais uma trafulhice e lá voltava ele outra vez para a mulher”, conta divertido com as aventuras do “D.Juan” que está a encarnar.
Pedro Lima garante que essencialmente gosta de representar e até agora não se pode queixar dos personagens que lhe têm sido atribuídos ao longo dos cerca de seis anos de carreira. “Claro que os papéis de composição só os posso fazer no teatro, porque não tenho mais tempo para experimentar, para falhar, para exagerar e para polir uma personagem. Em televisão não há tempo para isso e por isso há um bocado a tendência de me atribuírem papéis – de galã – que eu já tenha feito, como é o caso”, acrescenta.
Pedro Lima confessa que gostava de encarnar Figo. “Queria fazer uma ficção à volta do futebol, embora, se calhar já seja um bocadinho velho para isso. Fazer de Figo era uma grande honra”, salienta.
Mas, o actor também gostava de vestir a pele de Vasco da Gama ou de Luís de Camões. “São pessoas que levaram o nome de Portugal além fronteiras e se notabilizaram nas suas épocas e puseram o nome do nosso País no mapa do mundo”, conclui.
A HISTÓRIA VAI DAR MUITAS VOLTAS
Pedro Lima dá também vida a Afonso, o protagonista de “O Último Beijo” , a telenovela dos fins-de-semana da TVI que agora vai para o ar apenas aos sábados ao fim da noite. “Exibir um episódio por semana, às horas a que é exibido com os resultados que tem, é sintomático da qualidade do produto.
O final é, de certa forma, previsível. Agora as voltas qua a história vai dar até ao último episódio é de loucos. Dentro de pouco tempo o Afonso vai sofrer um grave acidente e mais não digo”, conta.
Além das gravações de “Coração Malandro”, o actor está também no palco com a peça “Proof”, de David Auburn, encenada por Cláudio Hochman, com estreia prevista para 27 de Março no Teatro da Trindade, em Lisboa. Pedro Lima contracena com Ana Brandão, Rui Mendes e Julie Sargeant e encarna o papel de um jovem matemático.
O actor ainda não se estreou no cinema e reconhece que fazer televisão é mais arriscado. “Nós não temos hipótese de falhar. Aqui arriscamos, se falharmos pode ser fatal. Se fizermos um mau trabalho em televisão a opinião pública não perdoa. É muito cruel”, conclui.
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