ESPANCADA ATÉ À MORTE

A repórter fotográfica irano-canadiana Zahra Kazemi, que morreu na passada sexta-feira por supostamente ter sido acometida por um derrame cerebral, afinal faleceu "na sequência de uma hemorragia cerebral, depois de ter sido espancada" quando se encontrava detida, segundo afirmou o vice-presidente iraniano Mohammad Ali Abtahi.

17 de julho de 2003 às 00:00
ESPANCADA ATÉ À MORTE Foto: d.r.
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O que tinha sido divulgado era que Kazemi tinha tido um derrame cerebral quando estava internada num hospital de Teerão, para onde tinha sido transferida depois de se ter sentido mal durante um interrogatório por agentes dos serviços de informações.

O ministro da Saúde, Massud Pezechkan, afirmou que ele próprio viu o corpo da jornalista e que "não havia contusões no rosto". "Vamos voltar a examinar o corpo", adiantou.

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Na segunda-feira passada, o Canadá exigiu formalmente junto de Teerão o repatriamento do corpo de Zehra Kazemi. Em Montreal, o único filho da repórter, Stephan Hachemi, de 26 anos, exige recuperar o corpo da mãe e acusa Teerão de ter forçado a sua avó, mãe de Zahra, que vive no Irão, a assinar documentos, autorizando o enterro da jornalista em Chiraz, no Sudoeste do Irão. -

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