Europa aperta cerco às práticas da Google

Fisco abriu processo por evasão fiscal durante 15 anos. Multinacional paga 306 milhões para fechar o caso.

07 de maio de 2017 às 09:43
Europa, Google, cerco, fisco, evasão fiscal, multinacional Foto: EPA
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O acordo divulgado esta semana entre a Google e as autoridades italianas é o último capítulo de condenações que o gigante tecnológico tem sofrido um pouco por todo o Mundo, onde continua a enfrentar processos por questões fiscais e anticoncorrenciais.

A empresa norte-americana, que em 2016 teve uma faturação total de 82,2 mil milhões de euros, aceitou pagar ao fisco italiano 306 milhões de euros por impostos devidos entre 2001 e 2015, pondo fim a um processo por evasão iniciado há um ano.

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O acordo estabelece ainda os critérios, não divulgados publicamente, que a Google deverá respeitar ao desenvolver a sua atividade em Itália.

No mesmo dia em que este acordo foi conhecido, a Comissão Europeia anunciou que em junho vai apresentar regras mais transparentes para os denominados mecanismos de ‘otimização fiscal’ utilizados por multinacionais como a Google, que deverão entrar em vigor no início de 2020.

E é em Bruxelas que se trava uma das maiores batalhas com a Google. A tecnológica liderada por Sundar Pichai enfrenta vários processos por abuso de posição dominante, sendo que as primeiras investigações começaram em 2010. De acordo com o ‘Jornal de Negócios’, neste momento há processos em pelo menos três áreas: serviço de comparação de preços, publicidade associada à pesquisa e restrições aos fabricantes de dispositivos Android e operadores de redes móveis. No total, o Google poderá enfrentar uma coima que poderá ir até 10% da sua faturação na Europa.

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No relatório e contas de 2016, a Google diz estar "empenhada em trabalhar com a Comissão Europeia para solucionar estas matérias". Mas revela que as suas práticas motivam processos um pouco por todo o mundo: Argentina, Índia, Brasil, Rússia e Coreia da Sul são alguns dos países onde o gigante está a ser investigado.

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