Exposição de vítima gera onda de protestos
Não ocultação do rosto da primeira vítima portuguesa da ‘Baleia Azul’ gerou queixas dentro e fora da RTP.
A não ocultação do rosto de Irina Kornutyi, jovem de 18 anos que foi apontada como a primeira vítima portuguesa do jogo ‘Baleia Azul’, ao saltar de um viaduto em Albufeira para a linha do comboio, suscitou indignação nas redes sociais. Contudo, apurou o CM, os protestos terão começado dentro da própria RTP.
Tudo começou no ‘Jornal da Tarde’ de sexta-feira, em que foram apresentados excertos da entrevista que iria ser emitida à noite no ‘Sexta às 9’. Neles, o rosto da jovem de ascendência ucraniana surge sem qualquer proteção. Fonte da RTP disse ao CM que alguns jornalistas terão mostrado o seu desagrado com esta situação, o que levou a direção de informação a decidir ocultar a cara de Irina no programa.
Contactada, Sandra Felgueiras não quis fazer comentários e remeteu para Paulo Dentinho, diretor de informação da RTP, que não esteve disponível. No Facebook, o ‘Sexta às 9’ respondeu às várias críticas - algumas também dirigidas ao estado "fortemente medicado" de Irina -, justificando que a jovem "é maior de idade", "fez questão de dar a cara" e que "deu a entrevista na presença da família".
Ao CM, a psicóloga Elisabete Mechas diz que a exposição mediática pode ser "penalizante" para a vítima, que deve ser protegida a todo o custo, sobretudo se ainda estiver em processo de recuperação. "Existe o risco de vir a isolar-se ainda mais, uma vez que não conseguirá lidar com as críticas", avisa.
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