Fim do programa foi acto "ilícito e arrogante"

O provedor do ouvinte disse hoje na comissão parlamentar de Ética que a decisão de acabar com a rubrica 'Este Tempo' na Antena 1, foi um "acto ilícito, prepotente e arrogante", tendo em conta as audições aos ex-directores de Informação da rádio

22 de fevereiro de 2012 às 15:17
Mário Figueiredo, RDP, Provedor do Ouvinte, Comissão de Ética, Rosa Mendes Foto: Arquivo CM
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Mário Figueiredo contou que Luís Marinho, director-geral da RTP se disponibilizou para responder a todas as questões por ele levantadas sobre o fim da rubrica onde se incluía a crónica de Pedro Rosa Mendes, contudo este delegou depois as respostas para o director de Informação, na altura João Barreiros.

Mais tarde, após ouvir o cronista e o director adjunto, Ricardo Alexandre, o provedor volta a questionar Marinho e este responde: "Esse senhor [Rosa Mendes] é um mentiroso!".

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Questionado pelos deputados sobre uma eventual interferência da Tutela, Mário Figueiredo responde: "Eu não acredito que tenha havido". Nem da administração da RTP que, "aliás não conheço, nem nunca me foi apresentada".

Mário Figueiredo levanta ainda a questão que "quem está a ser bode expiatório é o censor [Luís Marinho]". Recorde-se que o director-geral da RTP disse à comissão de Ética que não tinha gostado da crónica na qual Rosa Mendes critica a RTP pela emissão do programa, emitido a 16 de Janeiro, 'Reecontro', e utiliza a expressão "palhaços angolanos".

Neste sentido, considera esta observação do cronista se referia ao sketch humorístico que havia passado no início do programa, mas considera "grave" Pedro Rosa Mendes dizer mal de um programa da RTP, porque é "dizer mal de quem nos dá a mão".

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O provedor lamentou ainda que "a coberto do conceito de crise, se possa dispensar o que não agrada".

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