"Foi o melhor que podia ter acontecido aos editores": VASP reage ao apoio de 2,2 milhões do Estado para a distribuição
Empresa que já assegurava o serviço vai receber ajuda do Governo em novo contrato para os próximos três anos.
Assegurar a distribuição em, pelo menos, um posto de venda ao público em cada concelho do país, com funcionamento mínimo de 300 dias por ano. Este é, de forma sumária, o caderno de encargos com a qual a VASP se compromete nos próximo três anos por forma a garantir que os jornais e revistas continuem a chegar a todos os concelhos do território continental, inclusive aos de baixa densidade populacional (de recordar que a VASP - que já prestava essa serviço - tinha anunciado que poderia vir a suspender a entrega diária de jornais e revistas em oito distritos do interior de Portugal por falta de rentabilidade). O auto de adjudicação foi tornado público na terça-feira, pelo Governo, faltando agora apenas assinar o contrato.
O Estado irá contribuir com uma ajuda de 2.2 milhões de euros pelos três anos da nova adjudicação (o valor ficou muito abaixo do custo inicialmente estimado com uma redução de 78%). "O dinheiro que este subsídio vai libertar não é uma coisa fantástica, mas é uma ajuda. O apoio visa precisamente garantir a continuidade de entrega nos pontos que eram mais críticos por não serem rentáveis. Ajuda os editores a manter jornais e revistas nos locais de baixa densidade o que é fundamental também para a democracia e para a promoção da leitura", começa por dizer ao CM fonte da VASP, garantindo que a empresa vai passar a entregar em mais pontos do que entregava antes, num total de sete mil. Em cada concelho de baixa densidade compromete-se a assegurar um mínimo de cinco postos de venda.
A distribuidora vencedora (que concorria com a recém criada PregaminhoFlash), acredita que esta foi a melhor decisão tomada pelo Governo. "Para os editores de imprensa esta escolha da VASP foi o melhor que lhes podia ter acontecido. De há uns anos a esta parte a VASP é a única que existe e se o negócio fosse fantástico existiam muitas mais distribuidoras. Aparecer uma distribuidora nova que ganhasse o concurso ia ser um risco para os editores. Estamos a falar de uma distribuição muito especifica feita 365 dias por ano. Já tivemos no passado distribuidoras que lesaram bastante os editores que trabalhavam com elas, porque faliram", diz. "No fundo vamos continuar a fazer o que estávamos a fazer mas agora com o apoio do estado nas zonas onde claramente estávamos a perder dinheiro".
O contrato inclui dois lotes. Pelo lote 1, que se refere à distribuição nas zonas Norte e Centro, o Estado vai pagar 1,2 milhões de euros. Pelo lote 2, que abrange todo o Sul, Grande Lisboa, Oeste e Vale do Tejo, o preço da distribuição ficará em cerca de 1,1 milhões de euro.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt