Fusão da Paramount com a Warner adiada
Dois processos judiciais travam negócio de 96 mil milhões de euros que parecia certo e seguro.
A Paramount concordou em adiar a fusão de 96,7 mil milhões de euros com a Warner Bros. Discovery até 1 de junho do ano que vem. Ou, em alternativa, assim que se resolvam os processos judiciais que entretanto lhe foram movidos. Uma coligação de 12 estados norte-americanos, liderada pela Califórnia, avançou com uma ação judicial para bloquear o negócio, invocando as leis da concorrência vigentes no país. Segundo os contestatários, a união entre dois dos cinco maiores estúdios de Hollywood vai aumentar os preços dos bilhetes de cinema e o valor das subscrições de streaming e dos canais de cabo. A nova empresa passaria a deter cerca de 27% da distribuição de filmes e do licenciamento de TV por cabo nos Estados Unidos. Também o Sindicato dos Argumentistas (Writers Guild of America) avançou com um processo para travar a fusão, autorizada a 12 de junho pela justiça norte-americana e a 22 de julho de 2026 pela Comissão Europeia. O sindicato argumenta que, com menos estúdios concorrentes, a nova entidade terá o poder de reduzir os salários dos argumentistas, piorar as condições de trabalho do setor e produzir menos filmes e séries. Entretanto, a juíza distrital Araceli Martinez-Olguin concedeu uma providência cautelar temporária que interrompe a transação até 17 de agosto, com ambas as partes a concordarem em agendar um julgamento.
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