Globos cheios de novidades

A gala dos Globos de Ouro que, pela segunda vez, teve o Campo Pequeno como cenário, foi o programa mais visto anteontem. Bárbara Guimarães conduziu a emissão da SIC que, sob a temática do amor e da paixão, premiou figuras nacionais nas áreas do teatro, cinema, música, desporto e moda. Além destas categorias, já habituais, foram atribuídos, no âmbito dos ‘Momentos 2006’, os prémios de ‘Melhor Beijo’, ‘Melhor Herói/Heroína’ e ‘Melhor Vilão/Vilã’.

03 de abril de 2007 às 00:00
Globos cheios de novidades Foto: Vítor Mota
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O beijo à chuva de ‘Flor’ (Luciana Abreu) e ‘Fred’ (Diogo Amaral), o casal que, na novela ‘Floribella’, protagonizou uma história de amor própria de conto de fadas, foi considerado o melhor dos quatro nomeados.

Luciana Abreu confessou não ter palavras para “agradecer todo o carinho” do público. Já Diogo Amaral brincou com a designação da categoria que lhe proporcionou um prémio: “É uma categoria fofinha.” Ainda assim, não a menosprezou, vendo no Globo uma recordação de 2006, que foi, segundo o actor, “recheado de coisas especiais”.

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Fátima Lopes foi considerada a ‘Melhor Heroína’. A apresentadora esclareceu que não trabalha para “ser heroína” e que acredita que “heróis são os que vão a programas de televisão pedir ajuda”. Fátima, que diz adorar a sua profissão e ter a melhor equipa do Mundo, não contou com o voto da sua filha, Beatriz, que pediu à mãe para que não ficasse triste por votar na ‘Flor’, também nomeada para ‘Heroína’.

‘Floribella’ marcou também presença na categoria de ‘Melhor Vilão/Vilã’. Tanto ‘Delfina’ (Susana Mendes) como ‘Magda’ (Mafalda Vilhena) estavam na lista dos ‘malvados’ – tal como o ‘Padre Dias’ (Nicolau Breyner) de ‘O Crime do Padre Amaro’ e Cláudio Ramos da ‘Tertúlia Cor-de-Rosa’ de ‘Fátima’ – mas foi ‘Magda’ a vencedora. Mafalda Vilhena não esteve presente na gala, sendo o prémio recebido por Cristina Cavalinhos, a governanta ‘Helga’ do mesmo formato.

Herman José foi a personalidade distinguida este ano pelo prémio ‘Mérito e Excelência’. O humorista recebeu o Globo das mãos do presidente da SIC, Francisco Pinto Balsemão, que o considera uma “incontornável referência”, como artista que “marcou para sempre a história da TV em Portugal”. Herman aproveitou para homenagear a mãe, Odete Krippahl, o seu primeiro professor de teatro, e o recentemente falecido João Soares Louro – antigo presidente da RTP –, que apostou nele quando outros o consideravam “ainda muito verde”. Herman contou aos jornalistas que recebeu o galardão com a maior honra, mas que este representa uma parte da sua vida que está agora arquivada. ‘Hora H’ é, segundo o humorista, um “restart”, tendo-se iniciado uma nova fase da sua carreira. Uma carreira de 30 anos que já lhe valeu, nos prémios da SIC, 12 troféus em 12 galas realizadas.

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PERSONALIDADE

Esta edição contou com mais uma novidade: o prémio ‘Personalidade’. O galardão ligado à área da solidariedade foi entregue a Humberto Santos, presidente da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes.

NUNO SANTOS

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O director de Programas da RTP foi com a namorada Andreia Vale, jornalista da SIC, à gala, depois desta o ter acompanhado à festa dos 50 anos do canal público. Questionado sobre a inversão de papéis, Nuno Santos disse: “É legítimo pensar nisso, mas não é o caso.”

EDSON CELULARI

O actor confessou que se divertiu muito em ‘Páginas da Vida’ mas “já torcia para a novela acabar”.

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