Governo sem contratos com a Palantir
Secretaria-Geral garante que não celebrou acordos com a empresa norte-americana de soluções de inteligência artificial que tem gerado controvérsia e está fortemente presente na Europa.
A Secretaria-Geral do Governo garantiu ao CM que "não celebrou qualquer contrato" com a Palantir, empresa norte-americana de desenvolvimento de soluções de inteligência artificial (IA), especializada na área militar e de segurança, fornecedora de uma quantidade maciça de dados a Governos, empresas e Forças Armadas.
Liderada pelo filósofo Alex Karp, fundador da empresa com o multimilionário Peter Thiel, próximo da Administração Trump, a Palantir tem sido protagonista de grandes polémicas, a última das quais, já este ano, ao lançar uma declaração de princípios de 22 pontos na qual defende, por exemplo, o desenvolvimento massivo de armas com IA - como robôs assassinos -, e a obrigação moral das grandes empresas tecnológicas dos EUA de nele participarem, o serviço militar obrigatório e sugere que algumas culturas são inferiores a outras. Entre os seus clientes estão, claro, os EUA, mas também Israel, França, Alemanha e Reino Unido (tem um contrato com o Serviço Nacional de Saúde), só para nomear alguns. Tem fornecido também soluções tecnológicas para as guerras no Irão e Ucrânia.
Ao CM, o Governo disse não dispor de informação relativa a contratos celebrados por outras entidades da Administração Pública, não podendo, portanto, descartar-se a possibilidade de a Palantir fornecer serviços a outras entidades do Estado português, nomeadamente por via de subcontratação.
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