Gráfica acusa revista ‘Playboy’

A Frestacom, editora da ‘Playboy’, tem uma dívida à Sogapal no valor de 220 mil euros", disse ao CM Manuel Cruz, proprietário da gráfica que até Setembro de 2009 imprimia a publicação de Hugo Rafael Fresta Martins.

26 de abril de 2010 às 00:30
Gráfica acusa revista ‘Playboy’ Foto: D.R.
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Gil Teixeira, vice-presidente da Frestacom, contesta a dívida: "É totalmente falso. A rescisão do contrato de prestação do serviço resultou do incumprimento por parte da gráfica, que comprometeu a qualidade da revista, com impressões longe de serem consideradas medianas, e falhou nos prazos de entrega. Pelo que consideramos não estar a dever tal quantia."

Mas o proprietário da Sogapal é peremptório: "Queremos que a ‘Playboy’ saia de circulação para evitar continuar a lesar terceiros de boa-fé. Há dois meses, avançámos com uma providência cautelar, que também se estende à Logista [distribuidora] para bloquear dinheiro que deve ser pago a nós e não à ‘Playboy’, e que faz parte de um contrato que temos com a editora e a distribuidora." Manuel Cruz frisa que ficaram "por pagar quatro edições, cada uma de valor superior a 50 mil euros" e garante ter cumprido "escrupulosamente a prestação de serviço".

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No entanto, o vice-presidente da Frestacom diz não ter recebido "nenhuma providência cautelar dirigida à revista, nem qualquer tipo de processo a decorrer na Justiça resultante do contrato entre a Frestacom e a Sogapal".

João Serra, advogado de Manuel Cruz, assegura ao CM que a "Frestacom pode ainda não ter sido notificada, dado a natureza da providência cautelar", mas deve saber da "existência da mesma, pois a Logista tem vindo a reter os pagamentos de venda em banca por estes estarem arrestados à ordem do Tribunal".

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