Guerra no streaming: Paramount sobe oferta para tirar Warner à Netflix
Netflix terá um curto período para rever ou melhorar a sua própria oferta antes da decisão final dos acionistas, cuja votação está prevista para as próximas semanas.
A batalha pelo controlo da Warner Bros. Discovery (WBD) voltou a intensificar-se após a Paramount Skydance apresentar uma nova proposta de aquisição, aumentando a pressão sobre o acordo já firmado entre a empresa e a Netflix.
Segundo a Reuters, citando uma fonte ligada às negociações, a Paramount terá apresentado uma oferta ainda maior do que a sua proposta inicial, que ultrapassava os 100 mil milhões de euros (ou cerca de 28 euros por ação). Embora não tenham sido divulgados valores, há rumores de que a nova proposta da Paramount ronde agora os 31 euros por ação, superando não só a sua própria oferta como também a da Netflix, que ofereceu cerca de 26 euros por ação, totalizando aproximadamente 76 mil milhões de euros. O reforço surge no final do prazo de sete dias que a WBD tinha concedido à Paramount para tentar convencê-la a desistir da aquisição pela plataforma de 'streaming' Netflix.
O conselho da Warner deverá agora avaliar a nova proposta e a Netflix terá um curto período para rever ou melhorar a sua própria oferta antes da decisão final dos acionistas, cuja votação está prevista para as próximas semanas.
Se a decisão for favorável à Netflix, a gigante irá integrar o streaming, os estúdios (incluindo grandes franquias como 'Harry Potter' e 'Game of Thrones'), e a HBO, mas sem incluir os canais de televisão tradicionais (como a CNN e a Discovery) que, neste caso, seriam transferidos para uma nova empresa, a Discovery Global.
Todavia, se o jogo virar a favor da Paramount, nasce um novo colosso do entretenimento, já que a empresa pretende adquirir a totalidade da WBD, incluindo redes de televisão por cabo e ativos informativos. De acordo com os especialistas, a compra total tem mais chances de ser aprovada pelos reguladores do que o plano da Netflix.
Ambas as propostas têm de ser analisadas e validadas pelas autoridades 'antitrut' dos EUA, a fim de evitar a formação de monopólios e cartéis e eliminação da concorrência.
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