Já são 14 mil os portugueses que pediram para serem ‘esquecidos’ das pesquisas online
Desde 2014, Google recebeu pedidos para a eliminação de mais de 54 mil endereços de rede provenientes do nosso país. Mas só 30,2% foram mesmo removidos.
Em 12 anos, foram mais de 14 mil os portugueses que pediram para serem ‘eliminadas’ das pesquisas online . A Google, maior motor de busca do Mundo, recebeu, até este domingo, 14 022 pedidos provenientes de Portugal para a remoção de conteúdo, ao abrigo do ‘direito ao esquecimento’, em vigor desde maio de 2014. A este valor correspondem 54 458 URL (endereços de rede), de acordo com os dados do relatório de transparência da gigante tecnológica consultados pelo Correio da Manhã.
Contudo, apenas 30,2% foram efetivamente removidos. No caso dos restantes 69,8%, a Google considerou não estarem incluídos no âmbito do ‘direito ao esquecimento’ por, entre outros motivos, terem forte interesse público. Ou seja, na maioria dos casos, a gigante tecnológica não elimina os conteúdos. Em Portugal, mais de 90% dos pedidos - mais precisamente 91,8% - são feitos por particulares.
O ‘direito ao esquecimento’ resulta de uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia que indica que todos os cidadãos europeus têm o direito a solicitar a remoção de ‘links’ a motores de busca como o Google, ou seja, o direito a não aparecerem nas pesquisas online.
No total europeu, a Google já recebeu 2 060 158 pedidos, a que correspondem mais de 7,9 milhões de URL. Destes, 53,4% foram efetivamente removidos, um número bastante superior ao registado se considerado apenas o nosso país. No pódio dos países europeus de onde surgem mais solicitações deste tipo de eliminação do espaço digital estão a França (cerca de 451 mil pedidos) - líder destacada -, a Alemanha (297 mil) e o Reino Unido (217 mil), seguidos por Espanha (153 mil), Itália (151 mil) e Países Baixos (97 mil).
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